Na tranquila cidade de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, uma fachada de normalidade escondia uma seita macabra que assassinou, esquartejou e praticou canibalismo com suas vítimas. Pior: a carne humana era vendida como salgados nas ruas, e uma criança foi forçada a comer a própria mãe.
Este é o caso dos "Canibais de Garanhuns", um dos crimes mais bárbaros e chocantes da história do Brasil, que uniu fanatismo religioso, esquizofrenia e um triângulo amoroso doentio em uma série de assassinatos ritualísticos.
Em 2012, a polícia de Pernambuco descobriu que Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, sua esposa Isabel Cristina Pires e sua amante Bruna Cristina Oliveira formavam um trisal que liderava uma seita chamada "O Cartel". O grupo pregava a "purificação do mundo" através do controle populacional, acreditando que matar mulheres "impuras" e consumir sua carne era um ritual necessário para abrir um "portal para o paraíso" [citation:2][citation:6].
Entre 2008 e 2012, o trio atraiu três vítimas com promessas de emprego como babás [citation:7][citation:4]. A primeira foi Jéssica Camila da Silva Pereira, de 17 anos, assassinada em Olinda em 2008. Seu corpo foi esquartejado, temperado com sal e cominho, grelhado e consumido pelo trio — e parte de sua carne foi servida para sua própria filha de 1 ano, que o grupo adotou [citation:2][citation:10]. Em 2012, já em Garanhuns, mataram Giselly Helena da Silva, de 31 anos, e Alexandra da Silva Falcão, de 20 anos. A carne das vítimas, retirada principalmente das nádegas e coxas, era moída e transformada em empadas e coxinhas, vendidas para vizinhos, escolas, hospitais e policiais que, sem saber, consumiram carne humana [citation:2][citation:7].
O trio foi preso em abril de 2012 após usarem o cartão de crédito de uma das vítimas em lojas da cidade, sendo flagrados por câmeras de segurança [citation:2][citation:5]. A filha de 5 anos da primeira vítima, que vivia com os assassinos, foi quem descreveu os crimes à polícia [citation:2]. Em 2018, o trio foi condenado a penas que somam mais de 70 anos de prisão cada um [citation:2][citation:8]. Jorge, que foi diagnosticado como esquizofrênico, escreveu um livro na prisão intitulado "Revelações de um Esquizofrênico" e recentemente se tornou pastor evangélico atrás das grades [citation:2][citation:12]. Inscreva-se e ative o sino para mais casos que expõem o lado mais sombrio da natureza humana.
Afficher plus
Afficher moins