Couverture de Caso Fernanda Soares Militão

Caso Fernanda Soares Militão

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Uma menina de 12 anos que caminhava para a escola foi arrastada para um matagal, estuprada e degolada. Seu sangue foi recolhido e armazenado por dias. O que parecia um crime bárbaro e isolado revelou, na verdade, uma teia de assassinatos rituais que chocou o estado de Goiás e expôs o lado mais sombrio do ocultismo.
Em 21 de maio de 1992, Fernanda Soares Militão, de apenas 12 anos, foi assassinada em Guapó, Goiás [citation:1]. Ela caminhava para a escola quando foi surpreendida por Vicente Natal do Nascimento e João Maria Rocha Silva, que a arrastaram para um matagal, onde foi estuprada e degolada com uma faca [citation:1]. Seu corpo foi encontrado com marcas de violência e abuso sexual [citation:1].
O que torna este caso ainda mais perturbador é que seu sangue foi recolhido e armazenado por quatro dias por Maria de Lourdes Rocha Lemes, mãe de João Maria, que confessou o crime [citation:1]. As investigações revelaram que o assassinato não foi isolado. O crime foi relacionado a outras duas mortes: a de Michael Mendes, de 4 anos, assassinado em Goiânia em 1989, e a de Dalva Elias Faleiro Nunes, de 23 anos, morta em Guapó em 1990 [citation:1].
Todos os crimes foram cometidos como prática de rituais de magia negra [citation:1]. A seita, composta por seis pessoas, foi presa durante um ritual no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, onde foi apreendida uma mistura de sangue, farinha, azeite-de-dendê e cachaça [citation:1]. O ritual era comandado pelo pai de santo Edmilson Barbosa da Silva [citation:1]. Em 1994, os quatro principais criminosos foram condenados pelo crime [citation:1]. Inscreva-se e ative o sino para mais casos que expõem o lado mais sombrio da natureza humana.
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