Couverture de Entre Olhares

Entre Olhares

Entre Olhares

De : Julia Rossetto / Luisa Hopker
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O podcast da Strabpedia - Nosso objetivo é criar uma comunidade global de troca de conhecimento teórico e prático. Através do uso de tecnologia e inovação, conectamos os oftalmologistas às últimas evidências científicas, de forma dinâmica e acessível.© 2026 Todos os direitos reservados - Strabpedia Hygiène et vie saine Maladie et pathologies physiques
Épisodes
  • 16. Reoperação com incisão em fórnice: casos reais, três músculos numa incisão só
    Oct 20 2026

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com


    DESCRIÇÃO
    "Você operou direitinho, tá tudo lindo, mas o paciente pode inflamar mesmo assim." A frase resume bem o espírito deste episódio: reoperação com incisão em fórnice não é sobre culpar o cirurgião anterior, é sobre técnica, paciência e reconhecer: "não critique o outro cirurgião, pois ele pode ter sido você."

    Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker trazem casos reais de reoperação para mostrar, na prática, por que fórnice funciona tão bem quando o paciente já foi operado antes.


    A Dra. Júlia detalha um caso de exotropia sensorial de 50 PD, em que conseguiu abordar três músculos (reto lateral, oblíquo superior e inferior) por uma única incisão em fórnice, fechando com apenas dois pontos. Ela também compartilha uma dica de pesquisa do seu doutorado: medir a distância da inserção ao limbo antes de desinserir o músculo, porque essa distância se altera depois que o músculo é solto, especialmente em casos de tensão importante.


    A Dra. Luisa detalha seu tipo de reoperação favorito: a exotropia consecutiva, quando um paciente com esotropia infantil operado na infância vira exotrópico na vida adulta e precisa de avanço do reto medial previamente recuado. Ela explica por que essa incisão evita justamente a região mais aderida (entre o limbo e a inserção original), reduzindo sangramento e hiperemia crônica, e detalha sua técnica de "limpeza" da conjuntiva ao final da cirurgia para deixá-la mais fina, mesmo perto da carúncula. As duas concordam que a suposta desvantagem da exposição menor em fórnice é compensada pelo sangramento reduzido e que essa limitação é, na maioria das vezes, uma questão de curva de aprendizado e não da técnica em si.

    Encerram com o bloco pessoal: a Dra. Júlia conta como não tinha facilidade nenhuma com crianças antes da oftalmopediatria e como o consultório a forçou a desenvolver um repertório de conexão que hoje usa também na vida pessoal, com o próprio filho.

    A Dra. Luisa fala sobre sua paixão por viajar desde muito cedo (ela viajava sozinha de avião aos 5 anos) e como os convites para dar aula em outros países uniram duas coisas que ama genuinamente: ensinar e conhecer culturas na perspectiva de quem mora ali, não de quem está de passagem.


    E ainda:

    • Porque a exotropia consecutiva com avanço de reto medial é a reoperação favorita da Dra. Luisa para quem quer começar a migrar para fórnice
    • A técnica de "limpeza" da conjuntiva no final da reoperação e por que isso deixa o tecido mais fino
    • Como ter paciência quando a anatomia da reoperação está confusa: passe o gancho, dissecte com calma e confie que o músculo está ali embaixo

    PARTICIPANTES
    Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis
    Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn


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    Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso strabpedia@gmail.com


    HASHTAGS
    #IncisãoFórnice #Reoperação #CirurgiaDeEstrabismo #Estrabismo #Oftalmopediatria #Oftalmologia

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    20 min
  • 15. Incisão em fórnice: porque a gente só opera assim e quer que você opere também!
    Oct 6 2026

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    DESCRIÇÃO
    "Doutora, eu queria saber se por acaso você usa essa técnica chamada incisão em fórnice." O paciente chegou no consultório da Dra. Luisa já perguntando. Histórias como essa mostram que a técnica descrita por Marshall Parks em 1968 saiu dos centros de referência americanos e chegou ao conhecimento dos próprios pacientes. E não é por acaso: quem opera e quem é operado por fórnice dificilmente volta atrás.

    Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker explicam por que fizeram da incisão em fórnice a sua técnica padrão para praticamente todas as cirurgias de estrabismo, incluindo reoperações.


    A conversa começa pela história: o Dr. Parks, considerado o pai da oftalmopediatria, publicou a descrição original, treinou uma geração inteira de oftalmopediatras nos Estados Unidos e, por essa linhagem, a técnica chegou até elas via seus preceptores. A Dra. Luisa traz os dados de um survey com mais de mil membros da AAPOS mostrando que 58% preferem fórnice em cirurgias primárias e um estudo de 2015 confirmando menos olho seco, menos alteração de sensibilidade corneana e cicatrização mais rápida com fórnice versus limbar.


    Na parte prática, detalham os instrumentos que consideram imprescindíveis (as lockers de Moody, o gancho de Stevens, a lupa), discutem a curva de aprendizado para quem já opera limbar versus quem está aprendendo do zero. Explicam porque a reoperação é um dos casos em que mais gostam de usar fórnice, justamente porque a incisão não aborda a conjuntiva cicatrizada entre a inserção e o limbo.


    A Dra. Luisa ainda apresenta um estudo piloto randomizado de 2026 comparando cola de fibrina, nó exposto e nó sepultado no fechamento da incisão em fórnice, com dados de espessura conjuntival por OCT de segmento anterior.


    Encerram com o bloco de dicas: o podcast de ficção "França e o Labirinto", narrado por Selton Mello com áudio 3D binaural que simula a experiência de um investigador cego e o perfil "O Futuro das Coisas" no Instagram, sobre portfólio de vida e o futuro dos profissionais.


    E ainda:

    • Porque o pós-operatório de fórnice muda drasticamente a fotofobia e o conforto já no primeiro dia
    • Como o curso online de incisão em fórnice da Strabpedia já formou mais de 40 cirurgiões, incluindo profissionais experientes que migraram e passaram a ensinar outros
    • A importância de ter um auxiliar treinado e por que a qualidade do rebatimento conjuntival é passo dependente

    PARTICIPANTES
    Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis
    Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn

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    #IncisãoFórnice #CirurgiaDeEstrabismo #Estrabismo #Oftalmopediatria #Oftalmologia #SaúdeOcular

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  • 14. O pior caso de alergia ocular do consultório: quando todos os degraus não bastam
    Sep 22 2026

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    DESCRIÇÃO
    "Eu fiquei por muito tempo sem conseguir refratar ela. Ela não conseguia nem abrir o olho." A frase da Dra. Júlia Rossetto resume o nível de gravidade do caso que abre este episódio: uma menina de 11 anos com ceratoconjuntivite vernal que faltava à escola por não conseguir abrir os olhos, que já tinha passado por vários oftalmologistas e que só conseguiu estabilizar com tacrolimus 0,1% três vezes ao dia. E mesmo assim, abriu úlcera de escudo nos dois olhos.


    Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker fazem o que prometeram no episódio anterior: um caso clínico que ilustra todos os degraus da escadinha de tratamento da alergia ocular, do anti-histamínico de ação múltipla até a injeção supratarsal de triancinolona em consultório. A Dra. Júlia detalha cada escalada do tratamento, incluindo o aumento progressivo do tacrolimus (de 0,03% uma vez ao dia até 0,1% três vezes ao dia), a técnica da injeção supratarsal na lâmpada de fenda com a paciente de 11 anos acordada, o manejo da pressão que subiu após o corticoide de depósito e o momento em que, finalmente conseguindo refratar, descobriu uma progressão de miopia que estava passando despercebida. A decisão de encaminhar a segunda úlcera para uma especialista em córnea abre uma discussão sobre saber a hora de compartilhar o cuidado, mesmo quando o oftalmopediatra tem o hábito de dar conta de tudo.


    Encerram com o bloco pessoal: a Dra. Luisa conta como a negativa do seu próprio plano de saúde para a quimioterapia que ela precisava e a solução criativa do médico que a mandou comprar a medicação na Argentina, mudou para sempre a forma como ela lida com pacientes indignados com convênio e como ela passou a oferecer caminhos mesmo quando a resposta parece ser "não tem no Brasil". A Dra. Júlia fala sobre como o esporte coletivo na faculdade, especialmente ser central no handebol, moldou sem ela perceber a sua forma de liderar equipes, coordenar pesquisa e conduzir o consultório.


    E ainda:

    • Por que alergia grave pode causar absenteísmo escolar e como isso muda a urgência do tratamento
    • O papel da retinoscopia e da refração mesmo quando o foco é a alergia, porque o paciente é um pacote completo
    • Quando encaminhar para o subespecialista e por que compartilhar o cuidado fortalece a condução do caso


    PARTICIPANTES
    Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis
    Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn

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    #AlergiaOcular #CeratoconjuntiviteAtópica #Tacrolimus #Oftalmopediatria #SaúdeOcular #Oftalmologia

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