Épisodes

  • Desigualdades Emergentes no CA Mama: Idade, Raça e Subtipo Molecular estão Redesenhando o desfecho das Mulheres // TOUCH TRIAL – Luminal HER : Palbo + Letrozol + HP vs Paclitaxel semanal
    Apr 24 2026

    O primeiro podcast discute o estudo que analisou quase 700 mil casos de câncer de mama em mulheres nos EUA, usando bases SEER (1975–2022 e 2010–2022) para entender como idade, raça/etnia e subtipo molecular se combinam para afetar incidência e sobrevivência. Em cinco décadas, a mortalidade caiu acentuadamente em mulherescom 50 anos ou mais, mas muito menos em mulheres abaixo de 50, fazendo a razão de risco das mais jovens mais que dobrar em relação às mais velhas. Observou-se aumento proporcional de casos em mulheres asiáticas e hispânicas, que recentemente ultrapassaram as negras em frequência. Jovens negras com tumores triplo-negativos seguem com o maior risco de morte. Asiáticas têm, em geral, melhor sobrevida, mas as jovens com doença triplo-negativa apresentam pior prognóstico, destacando subgrupos de alto risco que exigem estratégias específicas de prevenção e tratamento.

    O segundo podcast discute o TOUCH TRIAL que foi um estudo fase II com 145 mulheres pós-menopáusicas com câncer de mama inicial RH+/HER2+. As pacientes receberam 16 semanas de paclitaxel semanal ou palbociclib + letrozol,ambos com trastuzumabe e pertuzumabe. O objetivo principal era testar se a assinatura gênica RBsig (alta vs baixa) previa melhor resposta patológica completa (pCR) para quimioterapia ou para o esquema com palbociclib. As taxas de pCR foram semelhantes: 32,9% com paclitaxel e 33,3% com palbociclib + letrozol. Não houve interação significativa entre RBsig e tratamento. Subtipos não luminais tiveram pCR maior que luminais. Conclusão: um esquema sem quimioterapia com palbociclib + letrozol e dupla anti‑HER2 alcança pCR comparável à quimioterapia, mas sem biomarcador claro para seleção.

    Link para artigos:

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_23042026


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    31 min
  • A Razão Linfonodal prognostíca melhor que o Estadiamento Anatômico convencional ? // Triplo Ataque ao SNC: Adebrelimabe, Bevacizumabe e Platina Transformando o Prognóstico do TN com Meta Cerebral
    Apr 16 2026

    O primeiro podcast discute um estudo retrospectivo com 4060 pacientes com câncer de mama submetidos à linfadenectomia axilar entre 1995‑2021 que avalioua razão linfonodal (LNR) como fator prognóstico. LNR, definida como número de linfonodos positivos dividido pelo total dissecado, mostrou correlação significativa com pior sobrevida livre de doença (DFS) e sobrevida global (OS),superando o estadiamento nodal patológico (pN). Cortes ideais aproximados foram 0,2 e 0,5, estratificando três grupos (≤0,20; 0,21–0,50; >0,50) com separação prognóstica nítida (P < 0,001). Na análise multivariada, LNR manteve-se como preditor independente robusto, com risco de recidiva e morteduas a mais de três vezes maior nos grupos de LNR intermediário e alto. Conclui-se que a LNR refina a estratificação de risco e pode orientar decisões adjuvantes.

    O segundo podcast discute um ensaio fase II, de braço único, que avaliou adebrelimabe (anti‑PD‑L1) + bevacizumabe + cisplatina/carboplatina em 35 pacientes com câncer de mama triplo‑negativo com metástases cerebrais ativas (mediana de 2 linhas prévias; 80% com doença sistêmica). A taxa de resposta objetiva intracraniana foi de 77,1% (5 respostas completas) e o benefício clínico em SNC de 80%. A mediana de PFS global foi 8,3 meses, de PFS no SNC 10,3 meses e de sobrevida global 21,1 meses. A progressão ocorreu apenas nocérebro em 32,1%, apenas fora do cérebro em 35,7% e em ambos em 32,1%. Eventos adversos grau ≥3 surgiram em 65,7%, predominantemente hematológicos, sem óbitosrelacionados. O regime mostrou atividade intracraniana robusta e segurança manejável, justificando ensaios randomizados.

    Link de acesso aos artigos : https://live.makadu.group/bbn_podcast_16042026

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    26 min
  • Podemos prescrever o Keynote 522 para mulheres idosas com tumor TN ? // ctDNA: novo radar de doença residual no câncer de mama
    Apr 9 2026

    O primeiro podcasdt discute um estudque analisou 56.606 mulheres com câncer de mama triplo negativo não metastáticotratadas com quimioterapia neoadjuvante (NAC) ou quimioimunoterapianeoadjuvante (NACI), entre 2012 e 2022, no NCDB. O uso de NACI aumentou progressivamente, tornando‑se predominante em 2022, embora mulheres acima de 70 anos ainda a recebessem menos. Em comparação à NAC, a NACI esteve associada a maior taxa de resposta patológica completa na mama e linfonodos e a melhorsobrevida global, mesmo após ajuste por estágio, comorbidades e tipo de cirurgia. Curiosamente, mulheres acima de 70 anos apresentaram o maior ganho relativo em pCR com NACI, sugerindo que pacientes idosas com TNBC podem se beneficiar significativamente desse regime.

    O segundo podcast discute o estudo PREDICT-DNA que avaliou, em 183 pacientes com câncer de mama estágio II/IIIHER2+ ou triplo‑negativo tratados com terapia neoadjuvante, se um teste de DNA tumoral circulante (ctDNA) ultrassensível poderia predizer resposta patológica completa (pCR) e risco de recorrência. O objetivo primário falhou: ctDNA indetectável após neoadjuvante (T1) não discriminou bem pCR de não‑pCR (valor preditivo negativo 60%). Porém, ctDNA detectável em T1 foi fortemente prognóstico de recorrência, independente de pCR (HR 8,9). Após cirurgia ( até 12 meses), ctDNA positivo identificou pacientes com risco extremo de recaída (HR 128), enquanto ctDNA negativo associou‑se a sobrevida livre de doença invasiva em 5 anos de 94%. Os autores sugerem uso futuro para escalonamento e desescalonamento terapêutico guiado por ctDNA.

    Link de acesso ao artigo:

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_09042026

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    36 min
  • “Scout” bem, qual será a melhor técnica para marcar Tumores upfront e Linfonodo para investigação pós QTNeo ? ( AXSANA TRIAL ) // IA Histopatológica x Oncotype DX : Começo do fim ?
    Apr 2 2026

    O primeiro podcast discute o estudo AXSANA que avaliou, prospectivamente, diferentes técnicas de marcação de linfonodo-alvo (TLN) em 2.596 mulheres com câncer de mama inicialmente N+ tratadas com quimioterapia neoadjuvante. Amaioria recebeu clip (77%), seguido de semente magnética, carvão, marcadores de radar, sementes radioativas e marcador por radiofrequencia. Em 2.100 pacientesfoi planejada TAD/TLNB, com remoção bem-sucedida do TLN em 91,2%. As maiores taxas de detecção ocorreram com marcadores detectáveis por sonda (96,6%; semente radioativa 100%, semente magnética 96,9%, radar 96,1%, marcador por radiofrequencia 90%), seguidos por carvão (94,9%) e clip (89,6%). Obesidade, persistência clínica de linfonodo suspeito (ycN1) e menor experiência dos centrosse associaram a maior falha. Conclui-se que marcadores guiados por sonda são superiores, e o carvão é alternativa válida em contextos com menos recursos.

    O segundo podcast discute um modelo de deep learning multimodal que estima o Recurrence Score do Oncotype DXdiretamente de lâminas histológicas coradas por H&E e de poucas variáveis clinicopatológicas em câncer de mama inicial RH‑positivo/HER2‑negativo. Usando o ensaio randomizado TAILORx (8284 pacientes) para desenvolvimento e validação,o modelo alcançou AUC de 0,898 para identificar alto risco genômico (RS ≥26) e mostrou capacidade prognóstica semelhante ao Oncotype DX para diversos desfechos(RFI, DRFI, DFS). Em subgrupos, previu benefício de quimioterapia em mulheres pré‑menopáusicas de alto risco por IA e ausência de benefício em pós‑menopáusicasde baixo risco. Em seis coortes externas (>5000 pacientes) manteve alta acurácia e generalização. A abordagem pode reduzir uso desnecessário de quimioterapia e ampliar o acesso à oncologia de precisão, sobretudo em cenárioscom recursos limitados.

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    Link de acesso aos artigos: https://live.makadu.group/bbn_podcast_02042026

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    38 min
  • Tamoxifen vaginal funciona? Uma Prova de Conceito // Da teoria à prática: GLP-1 R. Agonista em câncer de mama
    Mar 26 2026

    O primeiro podcast discute um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e placebo-controlado que avaliou ouso do tamoxifeno vaginal 20 mg 1x/semana (com 3 dias iniciais diários) por 3 meses em 115 mulheres pós-menopausa com atrofia vulvovaginal (sem ou com câncer de mama sendo algumas destas em uso do inibidor de aromatase). O desfecho primário foi a gravidade do sintoma vaginal “mais incômodo” (FACT-B). Após 3 meses, 68,6% no tamoxifeno relataram sintoma leve/ausente vs 9,1% no placebo (p<0,001; OR 21,76). Houve melhora concomitante do escore de atrofia e do pH vaginal (p<0,001). Efeitos adversos foram leves (ardor e corrimento). Não houve aumento da espessura endometrial no curto prazo.

    O segundo podcast discute um estudo retrospectivo do MD Anderson que avaliou 1.022 sobreviventes de câncer de mama não metastático (2005–2024 A maioria tinha diabetes tipo 2 (≈80%). No início do GLP-1, o peso mediano foi 86,8 kg e o IMC mediano 33,5 kg/m². Entre usuárias de semaglutida ou tirzepatida (n=442), a perda de peso foi modesta: −1,9% (3 meses), −3,1% (6 meses) e −2,6% (12 meses). A Metformina associou-se a maior perda em 3 meses; em 12 meses, a doença invasiva associou-se a maior perda, e terapia endócrina sugeriu pior resposta. Na análise pareada (invasivo: 810 vs 1.620), não houve diferença em sobrevida livre de doença (HR 0,95), mas houve melhor sobrevida global (HR 0,37).

    Link para os artigos: https://live.makadu.group/bbn_podcast_26032026

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    32 min
  • Podemos omitir a abordagem axilar para CA Lobular Invasivo Luminal A inicial ? e VIKTORIA-1 trial : aumento do PFS com novo bloqueio PI3K/mTOR em CA Avançado
    Mar 19 2026

    O primeiro podcast discute um estudo retrospectivo que analisou 661 pacientes com câncer de mama inicial (cN0)submetidas à cirurgia e biópsia do linfonodo sentinela (BLS). A incidência de positividade do linfonodo sentinela foi semelhante entre carcinoma lobular invasivo (ILC) e tumores do tipo não especial (NST) (16,1% vs. 20%; sem diferença significativa). Na análise multivariada, ILC não foi preditorindependente de BLS positivo; os principais preditores foram tumor > 20 mm e invasão vascular. A ultrassonografia axilar e a RM mostraram alta especificidade e bom valor preditivo negativo. Em 495 pacientes com seguimento≥2 anos, não houve recidiva axilar e metástases à distância foram raras (1,21%). A análise conclui e apoia o descalonamento axilar em pacientes com CLI bem selecionadas.

    O segundo podcast discute um estudo que p VIKTORIA-1 Trial que foi um estudo fase III, randomizado, em câncer de mama avançado HR+/HER2-, PIK3CA wild-type,após progressão com inibidor de CDK4/6 + inibidor de aromatase. O estudo comparou fulvestranto sozinhoversus gedatolisibe + fulvestranto versus gedatolisibe+ fulvestranto + palbociclibe em 392 pacientes. Os resultados mostrearam uma sobrevidalivre de progressão (PFS) de 2,0 meses com fulvestranto, 7,4 meses com gedatolisibe + fulvestranto (HR 0,33) e 9,3 meses com gedatolisibe + fulvestranto + palbociclibe (HR 0,24), ambos com P < 0,001. Porém n=a anlise da sobrevida global ainda está imatura.

    Link de acesso aos artigos :https://live.makadu.group/bbn_podcast_19032026

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    33 min
  • Wisdom Study: Teste genético sem critérios e. Análise combinada dos estudos DESTINY Breast 01/02/03 no câncer de mama metastático HER2+
    Mar 12 2026

    O primeiro podcast discute um estudo que analisou dados do ensaio clínico WISDOM, commulheres de 40 a 74 anos sem histórico de câncer de mama, para estimar quantascarregavam variantes genéticas patogênicas ligadas ao risco de câncer de mama, mesmo sem “critérios clássicos” (como forte histórico familiar). Entre 23.098mulheres testadas (painel de 9 genes), 3,1% tinham uma variante patogênica; excluindo quem já sabia do resultado antes, a taxa de detecção foi 2,6%. As variantes mais comuns foram em CHEK2 e ATM; genes de maior impacto (comoBRCA1/2 e PALB2) foram menos frequentes. Quase 30% das portadoras não relataram fatores familiares típicos, sugerindo que ampliar o acesso ao teste pode identificar muitas mulheres que hoje passariam despercebidas.

    O segundio podcast discute uma análise exploratória combinada do DESTINY‑Breast01/02/03 (n=834) que avaliou trastuzumabe deruxtecan (T‑DXd 5,4 mg/kg) em câncer de mama metastático HER2+. A melhor resposta confirmada foi: 15% resposta completa (RC), 57% resposta parcial (RP) e 28% sem resposta (SD/PD). Pacientes com RC tinham menor carga tumoral, menos doença visceral e menos metástases cerebrais/ósseas. A sobrevida foi muito superior na RC: PFS e OS foram medianas não alcançadas; PFS em 24 meses 77,8% (RC) vs 46,3% (RP) vs 20,6%; OS em 36 meses 88,6% vs54,0% vs 35,9%. Eventos graves e ILD/pneumonite foram numericamente menores na RC. Biomarcadores sugeriram maior cópia plasmática de HER2 (quando detectável),menor ESR1 e menor ctDNA basal em respondedores. Conclusão: T‑DXd gera respostas duráveis, mas não respondedores seguem uma necessidade não atendida.

    Link de acesso aos artigos: https://live.makadu.group/bbn_podcast_12032026

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    39 min
  • PET-CT FDG Pós-Neoadjuvância avaliando a Axila cN+: Podemos Confiar Para Descalonar a Abordagem Axilar ? e Pré menopausa x CA de Mama: “Estender ou Parar a TE após 5 Anos?
    Mar 5 2026

    O primeiro podcast discute um estudo retrospectivo que avaliou 75 mulheres com câncer de mama cN+ tratadas com QT neoadjuvante e abordagem axilar por TAD, que fizeram FDG-PET-CT antes e após QTNeo. O objetivo foi determinar a acurácia do FDG-PET-CT para identificar doença axilar residual, usando a histopatologia dos linfonodos como padrão-ouro. Após QTNeo, 55% tinham metástases axilares residual; o FDG-PET-CT detectou apenas 9 desses 41 casos. A sensibilidade foi 22% (IC95% 11–38) e a especificidade 94% (IC95% 80–99); VPP 82% e VPN apenas 50%. Para macrometástases isoladas, a sensibilidade foi 26% e VPN 61%. Conclusão: o FDG-PET-CT pós-NAC tem baixa sensibilidade/VPN para resposta axilar e raramente deve guiar decisões, podendo ser omitido salvo outras indicações clínicas.

    O degundo podcast discute um estudo de coorte- 501 mulheres ≤40 anos, RH+, N+, estágio inicial) - que permaneceram pré-menopausa após 5 anos de TE com agonista de LHRH. Comparou-se estender a hormonioterapia (tamoxifeno ou manter LHRH + tamoxifeno/IA; n=287) versus parar após 5 anos (n=214). Mediana de eTE: 3,7 anos. Após seguimento mediano de 7,3 anos desde o 6º ano, a eTE reduziu eventos invasivos (IBCFS 5 anos: 85% vs 78%; HR 0,63; IC95% 0,44–0,89) e, de forma mais marcante, recidiva distante/morte (DRFS 5 anos: 91% vs 83%; HR 0,49; IC95% 0,31–0,79). Fraturas ósseas e eventos cardiovasculares maiores ocorreram em ~1% em ambos os grupos. Conclusão: estender TE após 5 anos de LHRH em pré-menopáusicas N+ reduz recidivas invasivas e distantes com toxicidade grave baixa.

    LInk de acesso aos artigos: https://live.makadu.group/bbn_podcast_05032026

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    35 min