Épisodes

  • Por que o peido, uma necessidade fisiológica, é tabu?
    Feb 23 2026

    Peido, pum, gases... nomes tem vários, mas a verdade é: todo mundo tem vergonha.

    O Interessa desta segunda recebeu a Dra. Vera Ângelo, gastroenterologista, para falar sobre esse tabu que a internet adora tratar como “quinta série”, mas que é saúde pura. O papo começou com o vídeo viral da Ana Castela, que supostamente deu aquela agachadinha estratégica no palco para soltar um “bufinha” — e pronto, o assunto tomou conta das redes.

    A própria artista entrou na zoeira, mas a Dra. Vera nos ajudou a olhar para o que está por trás da piada. Por que algo absolutamente humano ainda gera tanto constrangimento, especialmente para as mulheres? Parece que a gente tem que sublimar um aroma de flores do campo até no pum! A verdade é que soltar gases faz parte do funcionamento normal do organismo. Todo mundo produz e todo mundo elimina (inclusive dormindo!), e o hábito de segurar por vergonha pode causar dores, inchaço e problemas intestinais sérios.

    Discutimos como a alimentação, o ritmo de vida e até a ansiedade interferem na nossa produção de gases. Dá para rir do meme, sim, mas também dá para informar: o que nos leva a sentir tanta vergonha do que é natural? É hora de normalizar o que o corpo faz para se manter saudável.

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    53 min
  • ‘Posso até não te dar flores, mas dou tapa na bunda’: e por que não os dois?
    Feb 20 2026

    “Tapa na bunda ou flores? E por que não os dois?” 💐🔥

    Foi com esse questionamento que o Interessa de hoje recebeu a psicóloga e sexóloga Renata Lanza. O papo partiu de um refrão que anda grudado na mente de muita gente para discutir algo bem mais profundo: essa divisão da sexualidade feminina.

    A letra da música brinca com a ideia de que carinho e desejo ocupam prateleiras diferentes — como se receber flores anulasse a intensidade de um tapa na bunda, ou vice-versa. A Renata nos ajudou a desconstruir esse rótulo de “dama na rua e **** na cama”, que insiste em dizer que a mulher que assume seu prazer de forma livre e divertida se torna “menos digna” de afeto. Por que gostar de cuidado e conversa seria incompatível com viver a sexualidade de forma intensa?

    Discutimos como o desejo feminino não nasce no vácuo e muito menos fica pronto em 3 minutos como um miojo! Ele precisa de contexto, segurança e troca. No fim das contas, quem ganha quando a mulher é empurrada para essas caixinhas (ou santa, ou safada) é o homem, que acaba economizando no envolvimento emocional. Dá para ser carinhosa, profunda, sensual e tudo mais ao mesmo tempo. Uma coisa não diminui a outra; na verdade, completa.

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    56 min
  • Virei subordinado do meu amigo: e agora? Como lidar com o novo chefe
    Feb 19 2026

    Vocês tomavam café juntos, reclamavam da chefia, dividiam memes, almoços, confidências e indignações corporativas. Até que a vida resolveu dar um plot twist: seu amigo ou sua melhor amiga virou seu chefe. O que parecia motivo só de comemoração vem acompanhado de sentimentos menos glamourosos: frustração, comparação, ciúme e a sensação inevitável de que algo mudou. Porque mudou mesmo.


    Pra quem não foi promovido, surgem dúvidas difíceis de engolir: “e eu?”, “por que não chegou minha vez?”, “posso continuar sendo quem eu era?”. Já pra quem assume a liderança, o desafio é outro: como liderar alguém que ontem dividia a mesa do bar? Nem todo mundo entende que não é mudança de caráter - é mudança de função.

    No Interessa, a gente conversa sobre hierarquia, amizade, maturidade emocional e limites. Como preservar vínculos quando o jogo muda? Dá pra aplaudir o crescimento do outro sem transformar isso numa ferida pessoal? A dor é pela amizade que mudou… ou pelo lugar que você queria ocupar?


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    59 min
  • Fim da folia? Que nada! Estica o Carnaval mais um pouquinho, aí! Interessa recebe: Swing Safado
    Feb 18 2026

    Acabou na terça? Oficialmente, sim. Mas Belo Horizonte nunca foi muito boa em aceitar o fim da festa de Carnaval, assim, de primeira... Somos resistência! Sempre tem um bloco que resolve aparecer, um ensaio que vira cortejo, um encontro que reacende a bateria dias e mais dias depois do encerramento da folia. Porque, convenhamos, se tem uma coisa que mineiro sabe fazer é dar um jeitinho para tudo!


    O Bloco Swing Safado que o diga! Nasceu de uma mistura muito boa, diga-se de passagem: a musicalidade da Bahia com o jeito mineiro de festejar. Axé com sotaque de BH.

    Esse pessoal chega a 2026 celebrando 13 carnavais e reforçando a identidade com o tema “BH tem um tempero”, inspirado na canção O baiano tem um molho. Aliás... se a proposta é esticar a alegria, o Swing Safado leva isso a sério: desfila durante e depois do Carnaval, como quem diz que a farra não acaba quando o calendário manda.

    Pra falar sobre essa mistura de ritmos, sobre tradição, resistência e sobre esse talento belo-horizontino de não dizer tchau tão cedo, o Interessa recebe o fundador e idealizador do bloco, Jeffim da Base.

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    59 min
  • “Brasil de pé!” - Interessa recebe: Havayanas Usadas celebrando 10 anos de carnaval de Beagá
    Feb 11 2026

    Festa em dose dupla: Carnaval e aniversário. Em 2026, o Havayanas Usadas completa 10 anos de trajetória e celebra uma década sendo símbolo de multidão, axé e ocupação das ruas de Belo Horizonte. Quem acompanha a folia da cidade certamente já correu atrás do bloco na Avenida Andradas, de onde ele sai tradicionalmente, reafirmando a rua como espaço central dessa história.


    No Interessa desta quarta-feira (11), a bancada recebe Heleno Augusto, vocalista e um dos fundadores do bloco, para falar sobre como o Havayanas cresceu junto com o Carnaval de BH e por que ocupar a cidade sempre foi parte fundamental desse percurso. Em 2026, o bloco desfila com o tema “Brasil de pé!”, que vai além da música e provoca reflexões sobre identidade, resistência e alegria como ato político.

    O episódio propõe pensar o Carnaval como espaço de expressão, pertencimento e posicionamento coletivo. O que significa “estar de pé” num país tão múltiplo? Como a folia pode ser, ao mesmo tempo, celebração e consciência social?

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    1 h
  • As coisas boas são de graça! - Interessa recebe: Juventude Bronzeada
    Feb 9 2026

    Nem tudo que tem valor cabe numa etiqueta de preço. Um colo amigo depois de um término, um abraço apertado no fim de um dia puxado, a recepção eufórica do pet ao chegar em casa: são esses pequenos grandes momentos que abastecem a vida e não custam dinheiro. Ainda assim, muita gente segue acreditando que só vale o que pode ser comprado.

    É para provocar essa reflexão que o Interessa abre a semana de pré-Carnaval recebendo o Juventude Bronzeada, um dos blocos mais tradicionais de Belo Horizonte. Em 2026, o coletivo leva para as ruas o lema “As coisas boas são de graça”, reafirmando que afeto, encontro e pertencimento seguem sendo o coração da folia.

    O programa desta segunda (08) recebe Rodrigo Magalhães (Boi), regente geral e um dos fundadores do bloco, para uma prosa sobre a história do Juventude, sua relação com o Carnaval de Beagá e o papel do bloco na construção de uma festa mais afetiva, coletiva e cheia de sentido. Confira!

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    57 min
  • Cansadas dos ‘hétero-tops’: mulheres querem homens sensíveis, conscientes e sensatos - e por que esse comportamento é considerado afeminado?
    Feb 4 2026

    Por décadas, o modelo de homem ideal foi vendido como durão, pouco emocional, provedor, avesso ao diálogo e fiel a uma masculinidade rígida. Só que esse padrão vem sendo cada vez mais questionado, principalmente pelas mulheres. Nas redes, cresce o interesse por homens que fogem do estereótipo do hétero-top: mais sensíveis, abertos à conversa, atentos ao autocuidado e menos presos a papéis de gênero. Esse movimento também dialoga com um dado alarmante: o Brasil vive um cenário grave de violência contra a mulher, com recordes sucessivos de feminicídio e uma média de quatro mulheres mortas por dia em 2025.

    Homens que demonstram emoções, cuidam da aparência, expressam afeto e não performam a masculinidade “trincada” costumam virar alvo de rótulos como “afeminado” ou “fraco”. Mas desde quando ouvir, respeitar limites, conversar sem agressividade, fazer terapia e demonstrar empatia virou motivo de ridicularização? A ideia de que sensibilidade é atributo feminino e força é atributo masculino empobrece as relações, cria homens emocionalmente analfabetos e mulheres sobrecarregadas.

    Por que ainda confundimos sensibilidade com fragilidade? Quem ganha quando homens são ensinados a não sentir? Chamar um homem funcional, consciente e emocionalmente disponível de “afeminado” não é uma tentativa de desqualificar o básico?

    Participe da conversa. A live tem início às 14h nos canais O Tempo e O Tempo Livre no Youtube.

    Se faz parte da sua vida, Interessa!

    Instagram: https://www.instagram.com/programainteressa/

    TikTok: https://www.tiktok.com/@interessa.otempo

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    1 h et 4 min
  • Tesão tem cheiro? Quando o desejo passa pelo corpo, não pelo perfume
    Jan 30 2026

    Uma fala no BBB chamou atenção e gerou diferentes comentários nas redes: Juliano Floss disse que ama o cheiro da axila de Marina Sena. Teve quem achasse engraçado, teve quem sentisse vergonha alheia e teve quem pensasse: “isso é estranho demais pra ser dito em voz alta”. Mas será que é mesmo? Ou a gente só não aprendeu a falar de desejo fora do padrão "limpinho, perfumado e socialmente aceitável"?


    O cheiro do corpo sempre teve um papel enorme na atração. Não o perfume, mas o cheiro de pele. Aquele que conforta, excita, dá vontade de chegar perto ou, ao contrário, afasta de imediato. A questão é que vivemos numa cultura que tenta neutralizar o corpo: desodorante, sabonete antibacteriano, perfume por cima de tudo - como se o desejo precisasse ser higienizado para ser permitido.


    O axilismo, nome dado à atração pelo cheiro das axilas, pode soar exótico, mas toca em algo bem mais comum do que parece. O olfato ativa memória, emoção e excitação antes mesmo da razão entrar em cena. Talvez por isso esse tipo de desejo cause tanto desconforto. Porque ele escancara algo que a gente tenta esconder: o tesão nem sempre é bonito, organizado ou fácil de explicar. Ele passa pelo suor, pela pele, pelo instinto.


    No papo, o próprio Juliano admitiu ter vergonha de falar sobre isso. E essa vergonha diz muito mais sobre a forma como a gente lida com o desejo do que sobre o desejo em si. Por que algumas preferências são vistas como normais e outras como estranhas? Quem decide o que é aceitável no sexo? Existe desejo “errado” quando há consentimento? Até que ponto o nojo é socialmente aprendido? E por que falar de cheiro ainda parece mais constrangedor do que falar de outras práticas sexuais?


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    1 h