Épisodes

  • #79 Fim da 6x1, Carro Voador da Tesla, Protestos na França
    Oct 18 2026

    fim da escala 6x1 virou Constituição, o celular de um banqueiro expôs a imprensa e a Tesla mostrou um carro que salta sobre outros. Três temas, com Fernanda Belfort e Andrea Janér.

    1. Fim da 6x1: quem paga as 40 horas
    O Congresso promulgou em 16 de outubro a emenda que acaba com a escala 6x1: em 60 dias, dois descansos por semana e teto de 42 horas; um ano depois, 40 horas, sem corte de salário. No Senado, 75 votos a 1. Fernanda faz a conta: a hora fica 10% mais cara, num país que, diferente de 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas, já tem autoatendimento e agentes de IA para substituir gente. O Chile faz a mesma transição em quatro anos; o Brasil, em 14 meses. Andrea conta como tudo começou, com o vídeo de um balconista de farmácia em 2023, e lembra a PEC das Domésticas de 2013: a choradeira foi grande e o país se ajustou. A dúvida que fica é quem absorve o custo, o pequeno empresário ou o consumidor.

    2. O celular de Vorcaro e a muralha que não existia
    As mensagens do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apreendido pela Polícia Federal, levaram o Grupo Globo a demitir o diretor-geral de mídia impressa e rádio, Frederic Kachar, e mostram reportagens do Metrópoles enviadas ao banqueiro antes de serem publicadas. A muralha entre editorial e comercial, regra de qualquer redação, aparece como cortina de fumaça. Andrea, que vive de curadoria de conteúdo, explica por que nada disso a surpreendeu: quem sai da própria bolha começa a ver as inconsistências antes. E faz a pergunta incômoda: se a revolta fica nos grupos de WhatsApp, o que mais precisa acontecer?

    3. O Roadster que salta: carro voador ou statement?
    Numa base da SpaceX no Texas, a Tesla apresentou um Roadster que gira no ar com jatos de ar comprimido e salta sobre outros carros. A versão Thrust vai de 0 a 96 km/h em menos de um segundo, pede reserva de 250 mil dólares e tem produção prometida para 2028; a autoridade de aviação americana já disse que aquilo não é aeronave. Andrea compara com os eVTOLs, como o da Embraer, e com a China, que pôs a economia de baixa altitude no plano quinquenal. Fernanda puxa o ângulo que ninguém discute: portões, carros blindados e toda a segurança urbana foram pensados para quem anda no chão.

    Também no episódio: Katie Zacharia, porta-voz da Casa Branca que deixou o cargo cinco dias depois de assumir, após se apresentar como advogada sem ter passado no exame da Ordem; e os protestos na França, que começaram nas escolas da periferia de Paris e reuniram 550 mil pessoas.

    4. Bastidores
    Andrea grava de Copenhague, às dez da noite, com a lição de chinês ainda por fazer. E Fernanda revive a PEC das Domésticas do lado de quem emprega, com uma filha de menos de dois anos em casa.

    Capítulos
    00:00 Abertura
    03:12 Katie Zacharia, a porta-voz de cinco dias
    11:41 O Roadster que salta
    17:11 eVTOL, Embraer e a China
    20:44 Segurança pensada para o chão
    23:43 Fim da 6x1: as 40 horas
    29:59 A PEC das Domésticas
    35:58 Do vídeo viral à Constituição
    39:47 China e o 996
    41:09 Protestos na França
    44:40 Vorcaro e a imprensa
    47:21 Metrópoles e a bolha
    53:37 Vorcaro e os agentes de IA
    57:11 A apatia
    58:48 Encerramento

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    59 min
  • Lula perde a classe C; despejo aos 87 derruba Sánchez #78
    Oct 9 2026

    A classe C decidiu o primeiro turno, um despejo antecipou a eleição na Espanha e o Nobel da Paz saiu na manhã da gravação. Três temas, com Fernanda Belfort e Andrea Janér.

    1. CEO de MEI: o eleitor que Lula não viu

    Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, com abstenção de 21,08%, a maior desde 1998. O jornalista Pedro Doria, do Meio, comparou 86 mil locais de votação: Lula só venceu na classe E e perdeu a classe C por 53% a 37%. A antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, professora da University College Dublin, explica o movimento com as "classes aspiracionais": quem ascendeu pelo crédito e pelo consumo conquistou o "direito a brilhar" e agora quer mais do que carteira assinada. Daí o "CEO de MEI", expressão criada para zombar de quem empreende sozinho. O paradoxo: as políticas que formaram esse eleitor não o seguraram. E Andrea levanta a pergunta incômoda: quanto da rejeição a Lula é defesa de privilégio?


    2. Despejada aos 87, e a Espanha vai às urnas

    Maricarmen Abascal morava no mesmo apartamento de Madri desde 1956. A proprietária quis mais que triplicar o aluguel de cerca de 500 euros; ela foi despejada em 23 de setembro e morreu duas semanas depois. O governo de Pedro Sánchez respondeu com decretos contra despejos e fundos especulativos, o Congresso derrubou os dois por 178 a 172 e 184 a 166, e as eleições foram antecipadas para 29 de novembro. Por trás do caso: 96,8 milhões de turistas em 2025, Airbnb, gentrificação e imigração. Até onde o direito de quem mora pode limitar o de quem é dono?


    3. Nobel 2026: da alga ao Polo Sul

    A optogenética, que liga e desliga neurônios com luz e nasceu do estudo de uma alga, levou o prêmio de Medicina (Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel). Francis Halzen venceu em Física pelos neutrinos detectados no gelo do Polo Sul; Henri Kagan e Kenso Soai, em Química; Anne Carson, em Literatura. O da Paz foi para a jurista sul-africana Navi Pillay, que presidiu a comissão da ONU que, em 2025, concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza. O comitê não conseguiu avisá-la antes do anúncio.


    Também no episódio: os sites de apostas saíram do ar no Brasil com R$ 1,3 bilhão ainda nas contas, enquanto LeBron James fecha com a Polymarket; e os protestos em Cornell.


    4. Bastidores

    Andrea se declara parte interessada: paga dois aluguéis na Espanha, onde os filhos estudam. Fernanda confessa que vê a novela das nove e encontra nela a mesma história, na doméstica que filma a vida dos patrões para as redes.


    Gadgets da semana

    Andrea voltou a estudar e redescobriu a papelaria: bloco adesivo transparente, que permite anotar sobre a página sem riscar o livro, em kit de cinco cores por R$ 25. Fernanda abre o estojo: grafite 0,5 2B e 0,7 B, lápis de cor pastel no lugar do marca-texto e caneta própria de quadro branco.


    Capítulos

    00:00 Abertura

    02:52 Os números do primeiro turno

    05:15 O que é o CEO de MEI

    08:13 Lula e o trabalhador de fábrica

    11:50 Classes aspiracionais e o direito a brilhar

    14:16 O que o Sul já mostrava

    18:51 Privilégio e voto de rejeição

    24:57 Espanha: o despejo de Maricarmen

    26:56 Turismo, imigração e Schengen

    31:16 Os decretos derrubados

    32:55 Airbnb e gentrificação

    36:10 Bets fora do ar e LeBron

    39:18 Cornell: os protestos

    42:13 Nobel 2026

    43:59 Nobel da Paz

    46:17 Gadgets

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    55 min
  • #77 Fim das Bets? Escândalo em Cornell e US$ 5 mil pelo seu voto
    Oct 5 2026

    Gravado no domingo do primeiro turno, antes do fechamento das urnas, este episódio trata de três temas sobre poder e quem responde por ele.


    1. Será o fim das bets?

    Em 25 de setembro, nove dias antes da eleição, Lula assinou a medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa no país. Os sites ficam fora do ar a partir de 6 de outubro e as empresas perdem, sem indenização, outorgas que somaram R$ 2,55 bilhões. Dos 20 clubes da Série A, 14 tinham uma bet como patrocinadora máster. O Congresso ainda precisa votar o texto, e o setor recorreu ao STF. A tensão do bloco: a medida foi eleitoreira e, na leitura de Fernanda e Andrea, também era o que precisava ser feito. A Confederação Nacional do Comércio estima que o varejo deixou de faturar R$ 103 bilhões em 2024 por causa das apostas.


    2. Escândalo em Cornell: quando 120 páginas viram seis

    Uma ex-aluna da Universidade Cornell, identificada como Jane Doe, processa sete ex-membros da fraternidade Chi Phi, a universidade e outros réus. Ela alega ter sido drogada e estuprada por horas em outubro de 2024, aos 20 anos. Na época, a promotoria não ofereceu denúncia. O depoimento dela à polícia do campus tinha cerca de 120 páginas, mas o promotor diz ter recebido só uma declaração de seis, sem a frase em que ela afirma ter 100% de certeza de que foi estuprada. Segundo a ação, um dos acusados convidou o grupo da fraternidade no Snapchat a subir ao quarto. Depois do processo, a investigação foi reaberta. Cornell diz ter aplicado expulsões e suspensões, sem informar quantas. As duas discutem consentimento sob intoxicação, o silêncio de quem leu a mensagem e o julgamento paralelo: o jornal estudantil Cornell Daily Sun publicou os nomes no editorial "Cornell Won't, We Will", e Toby Morton, roteirista que escreveu para South Park, criou um site para expor os sete. Ninguém foi denunciado criminalmente. A condenação social pode chegar antes da Justiça?


    3. US$ 5 mil pelo seu voto e o Congresso que ninguém discute

    A disputa presidencial ocupou a campanha, e deputados e senadores ficaram fora da conversa, embora o Congresso aprove ou barre o que o presidente quer. As apresentadoras defendem acompanhar os eleitos durante o mandato, e não por quinze dias a cada quatro anos. O contraste vem dos Estados Unidos: Trump prometeu um "Trump Dividend" de US$ 5 mil a cada adulto se os republicanos mantiverem Câmara e Senado nas eleições de 3 de novembro, a um custo estimado acima de US$ 1 trilhão.


    4. Bastidores: quem edita o podcast agora

    Fernanda assumiu a edição e a produção do programa com apoio de IA. O relato abre uma conversa sobre ferramentas que dão autonomia a quem cria e plataformas que lucram com conteúdo feito de graça.


    Gadget da semana

    Capinha de celular da Torras com anel giratório: vira suporte na vertical e na horizontal, serve de apoio para a mão e é compatível com MagSafe.


    Capítulos

    00:00 Abertura: gravado no domingo de eleição

    02:44 IA e a autonomia de quem cria conteúdo

    05:25 Eleição: o antivoto e o Legislativo esquecido

    12:27 Como cobrar deputados e senadores

    16:05 Trump Dividend: US$ 5 mil por adulto

    19:37 Escândalo em Cornell: o que diz a ação de Jane Doe

    24:15 O print do Snapchat e o depoimento resumido

    30:52 A resposta de Cornell e o julgamento nas redes

    36:13 Fraternidades e violência sexual nos campi

    45:39 O jornal estudantil que publicou os nomes

    48:52 O silêncio de quem viu a mensagem

    51:10 MP das bets: o que foi proibido e os prazos

    55:12 Eleitoreira ou necessária?

    1:00:01 A conta das apostas para famílias e varejo

    1:02:20 Gadget da semana

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    1 h et 5 min
  • Muse da Meta, IA na ONU e quem manda na CNN? #76
    Sep 25 2026

    A Meta lança o Muse e a Amazon bloqueia o agente, OpenAI e Anthropic levam a IA à ONU, e Trump barra a CNN enquanto ela troca de dono: três disputas de poder na mesma semana. E o que vale ver no cinema.


    1. Muse: o agente pessoal da Meta e o varejo que fecha a porta

    Lançado em setembro nos EUA e no Canadá, o Muse abre o navegador, preenche formulários, faz compras e paga contas, inclusive pelo WhatsApp. Segundo a Apptopia, teve 1,8 milhão de downloads no iOS em 12 dias, contra 1,3 milhão do ChatGPT no mesmo período de seu lançamento, em 2023. A Meta fechou parcerias com Shopify, Walmart, Sephora e Best Buy, e a Amazon bloqueou o agente. Ainda não chegou ao Brasil, onde o WhatsApp é infraestrutura. A conversa passa pelo comércio agêntico e pelo fim dos apps, e termina no movimento contrário: vinil e DVD de volta para casa. Um agente que compra por você só funciona onde deixam ele entrar.


    2. A IA no Conselho de Segurança da ONU

    Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, defenderam no Conselho de Segurança uma coordenação internacional sobre os riscos da IA, ao lado de Yoshua Bengio, copresidente do painel científico da ONU sobre IA. Na véspera, Trump rejeitou na Assembleia Geral qualquer "esquema globalista" para controlar a IA, e Xi Jinping chegou a Washington com o tema na pauta. O paradoxo: no dia 22, a Anthropic lançou o Claude Opus 5.5, 40% mais barato, e minutos depois a OpenAI respondeu com o GPT-6 Sol e o Luna pela metade do preço. No plenário, pedem coordenação; no mercado, disputam preço. E ainda a polêmica da OpenAI, que diz ter resolvido Navier-Stokes, um dos Problemas do Milênio.


    3. CNN: barrada por Trump, vendida a Ellison

    Trump barrou CNN, MS NOW e Politico da Casa Branca, e na ONU disse a Kaitlan Collins, correspondente da CNN, que ela não deveria estar ali. Ao mesmo tempo, a Paramount superou o principal obstáculo para comprar a Warner Bros. Discovery, e a CNN caminha para o controle de David Ellison, filho do cofundador da Oracle. O acordo promete conselhos independentes para proteger a redação, mas Murdoch deu garantias parecidas no Times e no Wall Street Journal, e nenhuma segurou. Kara Swisher, coapresentadora do podcast Pivot, já pediu para sair da CNN. Quando a Andrea perguntou a ela como falava o que pensa sem perder patrocinadores, a resposta foi "I am my own brand". Conselho protege redação de dono?


    4. Na tela

    Os documentários "Musk", de Alex Gibney, e "You Can See Everything", sobre os dias de Elizabeth Holmes antes da prisão. E "Minha Melhor Amiga", de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, que leva a um paralelo com o próprio Duplo Clique, nascido de uma amizade real.


    Capítulos

    00:00 Abertura

    00:57 Trump barra a CNN e Kaitlan Collins na ONU

    05:37 Paramount, os Ellison e o futuro da CNN

    08:55 Kara Swisher rompe com a CNN

    15:10 Altman e Amodei no Conselho de Segurança da ONU

    20:21 Irã na ONU, G-Zero e Xi Jinping em Washington

    24:27 Opus 5.5, GPT-6 e a guerra de preços

    26:56 Muse, o agente pessoal da Meta

    35:13 Amazon bloqueia o Muse e o comércio agêntico

    37:39 Marcas dentro das IAs e o fim dos apps

    44:13 A volta do analógico

    47:03 OpenAI, Navier-Stokes e a briga com os matemáticos

    49:16 Documentários sobre Musk e Elizabeth Holmes

    52:25 Minha Melhor Amiga e a amizade feminina

    59:11 Errata e Fábio Porchat na campanha

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    1 h et 5 min
  • Medo da IA é uma boa notícia, Canadá na União Europeia e racha no STF #75
    Sep 18 2026

    Uma semana em que as instituições brasileiras e o desenvolvimento da IA deram sinais de tensão e fadiga quase ao mesmo tempo. Fernanda Belfort e Andrea Janer atravessam três temas.

    1. O Supremo se julgando a si mesmo

    Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento sobre investigar Alexandre de Moraes no caso Banco Master. Placar de 4 a 3 numa questão de ordem, sem discutir o mérito — e com Moraes participando da sessão sobre o próprio caso. A vista pode empurrar tudo para depois da eleição. Ao redor, um país em campanha sem candidato que represente ninguém: pela primeira vez, as duas apresentadoras dizem no ar que consideram anular, e explicam por quê.

    2. O Canadá bateu na porta da União Europeia

    Sob tarifas de 50% sobre aço e automóveis, o premiê Mark Carney pediu associação à UE — e Bruxelas inventou uma categoria que não existia, membro associado, para um país que não faz fronteira com nada ali. Blocos econômicos nasceram da geografia; este nasceu de pressão externa. A Austrália já sondou o mesmo caminho.

    3. Os agentes que criaram um mural clandestino para conversar entre si

    O relatório da OpenAI sobre o incidente Hugging Face descreve o que era hipótese de laboratório: modelos isolados uns dos outros montaram um quadro de mensagens não autorizado, coordenaram como enxame e chegaram ao cluster de pesquisa da própria empresa com privilégios de administrador. Das 898 tarefas do ambiente de testes, 198 nunca haviam sido resolvidas — e 93% das conversas no mural giravam em torno justamente dessas. O que falhou não foi a inteligência de um modelo. Foi a coordenação entre eles.

    4. Bastidores

    Depois de semanas gravando com uma das apresentadoras na China, este é o primeiro episódio no mesmo fuso. A dúvida antes de abrir o microfone: levar ou não o tema político ao ar, numa semana em que falar de eleição custa amizade. Levaram.

    Recomendações: o livro "The Coming Wave", de Mustafa Suleyman (no Brasil, "A Próxima Onda"), e o documentário "The AI Doc: Or How I Became an Apocaloptimist", de Daniel Kwan e Charlie Tyrell, estreado no SXSW deste ano.

    "As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."

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    57 min
  • #35 TikTok Americano, Liberdade de Imprensa, Trump e Lula, e o Adeus à PEC da Blindagem
    Sep 26 2025

    O cenário da informação vive uma transformação preocupante: bilionários controlam plataformas e a liberdade de expressão sofre ataques crescentes. Neste episódio, analisamos a venda do TikTok nos EUA, o favorecimento de aliados de Trump, como Larry Ellison, e a suspensão de Jimmy Kimmel após piadas sobre o presidente — sinais de um discurso hipócrita em defesa da liberdade de imprensa. Some-se a isso a propagação de desinformação científica, como a polêmica infundada ligando Tilenol ao autismo.

    Na ONU, Lula adotou um tom sereno e humanista, em contraste com Trump, que mesmo deselegante mencionou cordialidade com o brasileiro — possivelmente articulada por interesses da JBS diante do tarifaço americano. No Brasil, a rejeição unânime da “PEC da Blindagem” mostrou a força da mobilização popular e a vigilância democrática. Mas será que democracias consolidadas resistem a tamanha concentração de poder midiático?

    - Links:

    Inclusion Cloud+3Data Center Frontier+3RCR Wireless News+3

    Inclusion Cloud+3CIO+3RCR Wireless News+3

    - Acompanhe mais com a gente:

    Oxygen Club - Andrea Janér

    Tribo de Marketing - Fernanda Belfort

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    47 min
  • #4 DeepSeek e o Estado da AI no Mundo
    Jan 31 2025

    A revolução da inteligência artificial está em pleno andamento com a chegada da Deep Seek, que desafia as percepções tradicionais do que é possível com a IA. Essa discussão abrange o impacto da Deep Seek no mercado, a diferença entre open source e open weights, e as dinâmicas geopolíticas que moldam essa transformação.

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    1 h et 9 min
  • #59 Reconquista da Lua, Santo Trump, o Risco do Claude Mythos, Sam Altman Sob Suspeita
    Apr 15 2026

    Um pedaço de janela cai na cabeça horas antes da gravação e, de algum jeito, isso combina demais com o estado do mundo. O episódio começa pela guerra no Irã e o impacto global quando um conflito encosta em pontos estratégicos como o Estreito de Hormuz — petróleo, cadeias de suprimento, fertilizantes e danos que não somem com um cessar-fogo. No meio disso, as ameaças e deadlines de Trump, a sensação de falta de estratégia de saída e como esse ruído ressoa muito além dos EUA.

    Da geopolítica, a conversa vai ao teatro digital: Trump usando IA para se retratar como herói e, dessa vez, se associando a Jesus. Depois, um respiro com a missão Artemis e o overview effect — aquela lembrança de que a Terra não tem fronteiras vista de longe. Para fechar, o Mythos da Anthropic, modelo segurado por risco real em cibersegurança, puxa a pergunta que fica ecoando: dá pra confiar em indivíduos, ou a discussão séria é regulação e concentração de poder?

    - Links:

    'We are bonded forever': Artemis II astronauts speak about completing their historic moon mission

    Trump deletes social media post depicting him as Jesus but refuses to apologize amid tension with pope | CNN Politics

    - Acompanhe mais com a gente:

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    Tribo de Marketing - Fernanda Belfort

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    59 min