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De : Andrea Janer e Fernanda Belfort
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A Andrea Janer da Oxygen, e a Fernanda Belfort da Tribo de Marketing, são duas amigas apaixonadas por lifelong learning. Toda semana, elas se juntam para dar um Duplo Clique nos principais temas de tecnologia, negócios e tendências. Conversas gostosas e descontraídas, mas cheias de conteúdo para você ganhar repertório e estar sempre atualizado.

"As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais e não devem ser interpretadas como representativas ou endossadas pela Salesforce, empresa onde a Fernanda Belfort trabalha."

2026 Andrea Janer e Fernanda Belfort
Economie Politique et gouvernement
Épisodes
  • #79 Fim da 6x1, Carro Voador da Tesla, Protestos na França
    Oct 18 2026

    fim da escala 6x1 virou Constituição, o celular de um banqueiro expôs a imprensa e a Tesla mostrou um carro que salta sobre outros. Três temas, com Fernanda Belfort e Andrea Janér.

    1. Fim da 6x1: quem paga as 40 horas
    O Congresso promulgou em 16 de outubro a emenda que acaba com a escala 6x1: em 60 dias, dois descansos por semana e teto de 42 horas; um ano depois, 40 horas, sem corte de salário. No Senado, 75 votos a 1. Fernanda faz a conta: a hora fica 10% mais cara, num país que, diferente de 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas, já tem autoatendimento e agentes de IA para substituir gente. O Chile faz a mesma transição em quatro anos; o Brasil, em 14 meses. Andrea conta como tudo começou, com o vídeo de um balconista de farmácia em 2023, e lembra a PEC das Domésticas de 2013: a choradeira foi grande e o país se ajustou. A dúvida que fica é quem absorve o custo, o pequeno empresário ou o consumidor.

    2. O celular de Vorcaro e a muralha que não existia
    As mensagens do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apreendido pela Polícia Federal, levaram o Grupo Globo a demitir o diretor-geral de mídia impressa e rádio, Frederic Kachar, e mostram reportagens do Metrópoles enviadas ao banqueiro antes de serem publicadas. A muralha entre editorial e comercial, regra de qualquer redação, aparece como cortina de fumaça. Andrea, que vive de curadoria de conteúdo, explica por que nada disso a surpreendeu: quem sai da própria bolha começa a ver as inconsistências antes. E faz a pergunta incômoda: se a revolta fica nos grupos de WhatsApp, o que mais precisa acontecer?

    3. O Roadster que salta: carro voador ou statement?
    Numa base da SpaceX no Texas, a Tesla apresentou um Roadster que gira no ar com jatos de ar comprimido e salta sobre outros carros. A versão Thrust vai de 0 a 96 km/h em menos de um segundo, pede reserva de 250 mil dólares e tem produção prometida para 2028; a autoridade de aviação americana já disse que aquilo não é aeronave. Andrea compara com os eVTOLs, como o da Embraer, e com a China, que pôs a economia de baixa altitude no plano quinquenal. Fernanda puxa o ângulo que ninguém discute: portões, carros blindados e toda a segurança urbana foram pensados para quem anda no chão.

    Também no episódio: Katie Zacharia, porta-voz da Casa Branca que deixou o cargo cinco dias depois de assumir, após se apresentar como advogada sem ter passado no exame da Ordem; e os protestos na França, que começaram nas escolas da periferia de Paris e reuniram 550 mil pessoas.

    4. Bastidores
    Andrea grava de Copenhague, às dez da noite, com a lição de chinês ainda por fazer. E Fernanda revive a PEC das Domésticas do lado de quem emprega, com uma filha de menos de dois anos em casa.

    Capítulos
    00:00 Abertura
    03:12 Katie Zacharia, a porta-voz de cinco dias
    11:41 O Roadster que salta
    17:11 eVTOL, Embraer e a China
    20:44 Segurança pensada para o chão
    23:43 Fim da 6x1: as 40 horas
    29:59 A PEC das Domésticas
    35:58 Do vídeo viral à Constituição
    39:47 China e o 996
    41:09 Protestos na França
    44:40 Vorcaro e a imprensa
    47:21 Metrópoles e a bolha
    53:37 Vorcaro e os agentes de IA
    57:11 A apatia
    58:48 Encerramento

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    59 min
  • Lula perde a classe C; despejo aos 87 derruba Sánchez #78
    Oct 9 2026

    A classe C decidiu o primeiro turno, um despejo antecipou a eleição na Espanha e o Nobel da Paz saiu na manhã da gravação. Três temas, com Fernanda Belfort e Andrea Janér.

    1. CEO de MEI: o eleitor que Lula não viu

    Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, com abstenção de 21,08%, a maior desde 1998. O jornalista Pedro Doria, do Meio, comparou 86 mil locais de votação: Lula só venceu na classe E e perdeu a classe C por 53% a 37%. A antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, professora da University College Dublin, explica o movimento com as "classes aspiracionais": quem ascendeu pelo crédito e pelo consumo conquistou o "direito a brilhar" e agora quer mais do que carteira assinada. Daí o "CEO de MEI", expressão criada para zombar de quem empreende sozinho. O paradoxo: as políticas que formaram esse eleitor não o seguraram. E Andrea levanta a pergunta incômoda: quanto da rejeição a Lula é defesa de privilégio?


    2. Despejada aos 87, e a Espanha vai às urnas

    Maricarmen Abascal morava no mesmo apartamento de Madri desde 1956. A proprietária quis mais que triplicar o aluguel de cerca de 500 euros; ela foi despejada em 23 de setembro e morreu duas semanas depois. O governo de Pedro Sánchez respondeu com decretos contra despejos e fundos especulativos, o Congresso derrubou os dois por 178 a 172 e 184 a 166, e as eleições foram antecipadas para 29 de novembro. Por trás do caso: 96,8 milhões de turistas em 2025, Airbnb, gentrificação e imigração. Até onde o direito de quem mora pode limitar o de quem é dono?


    3. Nobel 2026: da alga ao Polo Sul

    A optogenética, que liga e desliga neurônios com luz e nasceu do estudo de uma alga, levou o prêmio de Medicina (Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel). Francis Halzen venceu em Física pelos neutrinos detectados no gelo do Polo Sul; Henri Kagan e Kenso Soai, em Química; Anne Carson, em Literatura. O da Paz foi para a jurista sul-africana Navi Pillay, que presidiu a comissão da ONU que, em 2025, concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza. O comitê não conseguiu avisá-la antes do anúncio.


    Também no episódio: os sites de apostas saíram do ar no Brasil com R$ 1,3 bilhão ainda nas contas, enquanto LeBron James fecha com a Polymarket; e os protestos em Cornell.


    4. Bastidores

    Andrea se declara parte interessada: paga dois aluguéis na Espanha, onde os filhos estudam. Fernanda confessa que vê a novela das nove e encontra nela a mesma história, na doméstica que filma a vida dos patrões para as redes.


    Gadgets da semana

    Andrea voltou a estudar e redescobriu a papelaria: bloco adesivo transparente, que permite anotar sobre a página sem riscar o livro, em kit de cinco cores por R$ 25. Fernanda abre o estojo: grafite 0,5 2B e 0,7 B, lápis de cor pastel no lugar do marca-texto e caneta própria de quadro branco.


    Capítulos

    00:00 Abertura

    02:52 Os números do primeiro turno

    05:15 O que é o CEO de MEI

    08:13 Lula e o trabalhador de fábrica

    11:50 Classes aspiracionais e o direito a brilhar

    14:16 O que o Sul já mostrava

    18:51 Privilégio e voto de rejeição

    24:57 Espanha: o despejo de Maricarmen

    26:56 Turismo, imigração e Schengen

    31:16 Os decretos derrubados

    32:55 Airbnb e gentrificação

    36:10 Bets fora do ar e LeBron

    39:18 Cornell: os protestos

    42:13 Nobel 2026

    43:59 Nobel da Paz

    46:17 Gadgets

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    55 min
  • #77 Fim das Bets? Escândalo em Cornell e US$ 5 mil pelo seu voto
    Oct 5 2026

    Gravado no domingo do primeiro turno, antes do fechamento das urnas, este episódio trata de três temas sobre poder e quem responde por ele.


    1. Será o fim das bets?

    Em 25 de setembro, nove dias antes da eleição, Lula assinou a medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa no país. Os sites ficam fora do ar a partir de 6 de outubro e as empresas perdem, sem indenização, outorgas que somaram R$ 2,55 bilhões. Dos 20 clubes da Série A, 14 tinham uma bet como patrocinadora máster. O Congresso ainda precisa votar o texto, e o setor recorreu ao STF. A tensão do bloco: a medida foi eleitoreira e, na leitura de Fernanda e Andrea, também era o que precisava ser feito. A Confederação Nacional do Comércio estima que o varejo deixou de faturar R$ 103 bilhões em 2024 por causa das apostas.


    2. Escândalo em Cornell: quando 120 páginas viram seis

    Uma ex-aluna da Universidade Cornell, identificada como Jane Doe, processa sete ex-membros da fraternidade Chi Phi, a universidade e outros réus. Ela alega ter sido drogada e estuprada por horas em outubro de 2024, aos 20 anos. Na época, a promotoria não ofereceu denúncia. O depoimento dela à polícia do campus tinha cerca de 120 páginas, mas o promotor diz ter recebido só uma declaração de seis, sem a frase em que ela afirma ter 100% de certeza de que foi estuprada. Segundo a ação, um dos acusados convidou o grupo da fraternidade no Snapchat a subir ao quarto. Depois do processo, a investigação foi reaberta. Cornell diz ter aplicado expulsões e suspensões, sem informar quantas. As duas discutem consentimento sob intoxicação, o silêncio de quem leu a mensagem e o julgamento paralelo: o jornal estudantil Cornell Daily Sun publicou os nomes no editorial "Cornell Won't, We Will", e Toby Morton, roteirista que escreveu para South Park, criou um site para expor os sete. Ninguém foi denunciado criminalmente. A condenação social pode chegar antes da Justiça?


    3. US$ 5 mil pelo seu voto e o Congresso que ninguém discute

    A disputa presidencial ocupou a campanha, e deputados e senadores ficaram fora da conversa, embora o Congresso aprove ou barre o que o presidente quer. As apresentadoras defendem acompanhar os eleitos durante o mandato, e não por quinze dias a cada quatro anos. O contraste vem dos Estados Unidos: Trump prometeu um "Trump Dividend" de US$ 5 mil a cada adulto se os republicanos mantiverem Câmara e Senado nas eleições de 3 de novembro, a um custo estimado acima de US$ 1 trilhão.


    4. Bastidores: quem edita o podcast agora

    Fernanda assumiu a edição e a produção do programa com apoio de IA. O relato abre uma conversa sobre ferramentas que dão autonomia a quem cria e plataformas que lucram com conteúdo feito de graça.


    Gadget da semana

    Capinha de celular da Torras com anel giratório: vira suporte na vertical e na horizontal, serve de apoio para a mão e é compatível com MagSafe.


    Capítulos

    00:00 Abertura: gravado no domingo de eleição

    02:44 IA e a autonomia de quem cria conteúdo

    05:25 Eleição: o antivoto e o Legislativo esquecido

    12:27 Como cobrar deputados e senadores

    16:05 Trump Dividend: US$ 5 mil por adulto

    19:37 Escândalo em Cornell: o que diz a ação de Jane Doe

    24:15 O print do Snapchat e o depoimento resumido

    30:52 A resposta de Cornell e o julgamento nas redes

    36:13 Fraternidades e violência sexual nos campi

    45:39 O jornal estudantil que publicou os nomes

    48:52 O silêncio de quem viu a mensagem

    51:10 MP das bets: o que foi proibido e os prazos

    55:12 Eleitoreira ou necessária?

    1:00:01 A conta das apostas para famílias e varejo

    1:02:20 Gadget da semana

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    1 h et 5 min
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