Couverture de Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital

Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital

Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital

De : Miss Lolita von Tease
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À propos de ce contenu audio

Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital é um podcast criado por Miss Lolita Von Tease em 2019, sobre o Amor e o online dating. Aqui fala-se sobre o Amor, o online dating e o casamento entre estas duas variáveis. As conversas costumavam acontecer com o seu parceiro Mr. António McFlirty, mas a pandemia veio separar este casal (de amigos) e na 2.ª temporada Miss Lolita Von Tease juntou-se a Miss Carolina von Sweet Trap para falar mal dos homens! Na 3.ª temporada Miss Lolita Von Tease decidiu convidar o Sargent Picky para trazer uma perspetiva nova sobre o mundo do online dating.Miss Lolita von Tease Sciences sociales
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    Épisodes
    • T3. E6. Procurar – Swipar – Acertar
      Jan 24 2026
      Esta semana o Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital transforma-se, literalmente, numa sessão de terapia em horário nobre. A convidada é nada mais nada menos do que, Andreia Silva Santos, a psicóloga da Miss Lolita, numa espécie de consulta aberta, gratuita e pública, para nosso benefício coletivo. Porque se há coisa que o online dating nos tem dado, além de matches duvidosos, são feridas emocionais que pedem muita terapia!Neste episódio falamos da perda ambivalente e de luto congelado: aquelas relações que acabam sem nunca acabar, sem um fim claro, deixando-nos suspensos, ansiosos e emocionalmente desregulados, incapazes de fechar ciclos. Num contexto em que a dating fatigue atinge níveis históricos — com 80% das mulheres e 74% dos homens a reportarem exaustão causada por superficialidade, ghosting, perfis falsos e conversas vazias (Forbes, 2024) questionamos se as apps ainda cumprem a promessa de abundância ou se, paradoxalmente, nos deixaram mais sós?Discutimos como o número de pessoas nas apps raramente se traduz em ligações reais e como conhecer alguém online é muitas vezes como comprar roupa pela internet: parece ótimo na fotografia, até experimentarmos e percebermos que não assenta em nós. Falamos da gamificação das apps, da procura constante por algo “melhor” e da dificuldade em escolher porque decidir implica sempre perder. Exploramos também a confusão entre amor próprio e evitamento relacional, a solidão como castigo autoimposto e o uso das apps como estratégia para anestesiar emoções desconfortáveis ou validarmo-nos após uma rejeição. Questionamos o que trazemos de inconsciente para as relações, os papéis de género herdados da Disney, a dança entre estilos de vinculação ansioso e evitativo, e se estamos a curar feridas… ou apenas a cristalizá-las?Acabamos a falar de energia feminina e masculina, da competição que substituiu a cooperação, do amor como vício, da espera eterna pelo príncipe encantado e da dificuldade em largar a idealização. Pelo meio, confirmamos que ninguém sai ileso da vida, que desejar o amor é sinal de saúde mental e que atividades e hobbies continuam a ser uma das formas mais saudáveis de conhecer pessoas. A reflexão final e essencial é: ligamo-nos ao outro a partir da nossa criança ferida ou do nosso adulto disponível? Porque amar não é evitar a solidão, é escolher companhia. E isso exige honestidade, tempo e coragem para completar ciclos antes de começar novos.Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.Livros e Ted Talk Mencionados:Ligados – Dr. Amir Levine e Rachel HellerApontamos ao Amor e Acertamos na Solidão – Ana SuyMais Amor, Menos Doença – António Coimbra MatosHow longing keeps us from healthy relationships - Amanda McCracken
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      49 min
    • T3. E5. Entre Swipes, Mágoas, Feridas e Cicatrizes
      Jan 2 2026

      O que é que as setas do Cupido e a cadeira de escritório da Miss Lolita têm em comum? A resposta está no quinto episódio do Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital, onde falamos das mágoas, feridas e cicatrizes emocionais que o online dating vai deixando pelo caminho. A grande questão é: vamos curar feridas… ou pôr o dedo na ferida?

      Quando cerca de 80% dos utilizadores de dating apps entre os 18 e os 33 anos já experienciaram ghosting pelo menos uma vez (Plenty of Fish, 2016), é inevitável perguntar: será que mudamos quem somos — ou a forma como nos apresentamos — depois de algum tempo nas apps? As nossas bios refletem defesa, consciência ou medo? Sabemos, de facto, definir limites claros nas relações que criamos?

      Para nos ajudar a responder a estas perguntas, convidámos o psicoterapeuta João Delicado, que nos guia pelas zonas mais sombrias e sensíveis que transportamos connosco: o que projetamos nos outros, que limites impomos (ou não!) e porque é que a rejeição nos magoa tanto. Revisitamos também os tempos da pandemia e refletimos sobre como a solidão se pode tornar um vício, mas também como a dor emocional pode ser um sinal do que ainda precisa de ser curado. Discutimos se o ghosting é apenas um reflexo da liquidez das relações ou uma estratégia de autorregulação num mundo saturado de estímulos e comunicações constantes. Será ausência de empatia, rebeldia face ao imediatismo ou simples incapacidade de lidar com o desconforto de dizer “não”? Falamos ainda de comunicação indireta, comportamentos infantis e da confusão emocional que surge quando falta autenticidade, porque sem autenticidade não há intimidade, nem verdadeira nutrição afetiva. Questionamos ainda o impacto da validação externa: será que o nosso valor muda com o número de likes e matches? Ou estamos só dependentes de validação externa e presos numa perigosa montanha-russa de autoestima que nos gera ansiedade e instabilidade emocional?

      Terminamos com uma nota de esperança: é possível sarar feridas e avançar. A dor mostra-nos o que precisa de ser revisto para não repetirmos padrões com pessoas diferentes na mesma personagem. Ficam os 3 R’s da ecologia interna: Respirar, para voltar ao corpo; Reconhecer, emoções e histórias por resolver; e Regular, emocionalmente, com pessoas seguras. Porque o amor não é um sentimento — é um processo. E cada relação merece um mapa novo, percorrido a dois. Talvez a melhor bússola seja simples: gostamos da pessoa que nos tornamos dentro daquela relação?

      Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.


      Séries Mencionadas:

      Please Like Me – Prime Video

      Jigsaw – Daniel Sloss

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      49 min
    • T3. E4. O Homem Que Mordeu o Tinder
      Nov 21 2025

      Se este episódio tivesse um aviso de segurança, seria simples: risco elevado de gargalhada súbita e possibilidade real de aumento de esperança no amor ou pelo menos, no entretenimento que ele gera. Consumir sem moderação — mas idealmente num local onde não te importes de rir alto.

      Desta vez convidámos um humorista - o Luís Cruz - para abrir connosco as portas da galeria dos horrores das bios do online dating: um museu vivo que mistura dentições completas, pés e cabeças desproporcionais, membros “graciosamente esculpidos”, agricultoras do Farmville, clichés sem vírgulas, mummy e daddy issues em esteróides, e até gatas que praticam o “miau”. Chamámos-lhe uma checklist de recrutamento no LinkedIn do amor, mas é mais um grito de socorro coletivo.

      Entre Hi5, MSN Messenger, Sony Ericssons e Nokias 3310, revisitámos o passado para perceber porque é que o presente continua a ser… isto! D’O Sexo e a Cidade ao “Onde Está o Wally?”, passando por Jude Law, Guilherme Geirinhas e o Alta Definição, descobrimos que a única coisa que não mudou foi a criatividade duvidosa na hora de nos apresentarmos nas apps.

      Falámos do ghosting - que sempre existiu, só que antes chamava-se “saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou” -, do novo namorado da Miss Lolita que surgiu misteriosamente do Instagram — prova de que quando há interesse, até o algoritmo se esforça! — e da importância vital de saber onde estão as facas de cozinha (não perguntem, só oiçam!). Discutimos ainda a vantagem inesperada de Portugal não ter TGV, como fazer perfis em época eleitoral pode render votos e apresentamos a nova app Be.ber, cujo lema é simples: “nenhuma boa história começou a seco”. Ciência pura!

      Jogámos ao Duas Verdades e Um Swipe e tivemos babysitting de mães, assaltos à mão armada, jantares com copos suspeitos e a crise da habitação a garantir que dates terminem com… pais a apanhar-te. Chamemos-lhe romance contemporâneo.

      Entre traumas, estagiárias, confissões do Luís e bios tão surreais que deviam pagar renda, concluímos que as apps de dating dão material para stand-up — e Portugal dá o resto: é só deixarem o Luís responder! No fim, sobra só uma verdade universal: mais vale rir para não chorar. E, por favor, usem o ChatGPT para escrever bios decentes. O mundo agradece e as pessoas que estão no online dating também!

      Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.

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      54 min
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