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De : RFI Brasil
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    Épisodes
    • Brasileiro disputa Festival Mundial do Circo do Amanhã em Paris: "É como se fosse a Olimpíada"
      Jan 23 2026
      É como se fossem os Jogos Olímpicos do circo. Durante quatro dias, os melhores artistas de 18 países se apresentam no Festival Mondial du Cirque de Demain, ou Festival Mundial do Circo do Amanhã, em Paris. Diante de um júri especializado, eles disputam medalhas, prêmios e contratos com companhias renomadas. Maria Paula Carvalho, da RFI em Paris Entre os candidatos desta 45ª edição, está o brasileiro Vitor Martinez Silva, de 21 anos. Natural de São José do Rio Preto, ele se mudou para o Canadá aos 13 anos, para estudar na Escola Nacional de Circo de Montreal. Era o começo de um sonho de infância. "Eu me lembro de já estar consumindo espetáculos de circo em DVD ou na minha cidade e uma vez, com 6 anos, eu encontrei um brinquedo no supermercado que parecia um número de um espetáculo de circo que eu assistia. Eu comecei a treinar, a decodificar os truques do diabolo", lembra ele, em entrevista à RFI. "Assisti ao espetáculo em câmera lenta com meu pai e daí surgiram os meus treinos, que me levaram a me mudar para Montreal, na capital do circo, para terminar meus estudos de ensino médio e colegial e começar minha carreira como artista circense", diz. Vitor explica que além do aspecto físico, ele precisa trabalhar as emoções. "A gente quer passar uma mensagem, então tem a parte teatral, que vem da alma. Porém, tem um aspecto físico que tem que respeitar, de mobilidade do corpo, força, flexibilidade, dança. Circo é um conjunto de várias artes." O brasileiro se apresenta no diabolo, modalidade muito comum na Ásia, que ele diz praticar com um tempero brasileiro. O seu ato se chama Bird Dust, criado por Silva há dois anos. "Foi o meu número de formatura da minha escola de circo em Montreal, e tem vários elementos muitos pessoais para mim. Fala sobre falta de liberdade e vários outros temas", afirma. "Eu quero tentar mostrar para o mundo uma maneira diferente de executar esse aparelho", desafia. Catalisador de carreiras O treinador de Vitor deixou o picadeiro para se dedicar à formação de novos artistas. Nicolas Boivin-Gravel contou a RFI os requisitos para se tornar uma estrela e elogiou o brasileiro. "O Vitor tem uma presença de cena muito forte, uma conexão com o público. Ele se movimenta muito bem com o diabolo, faz movimentos acrobáticos únicos", avalia. "É um número muito antigo de circo, há muitos taiwaneses e japoneses que o praticam. E agora as pessoas o adaptam de forma mais esportiva e artística", completa. Atualmente, Nicolas Boivin-Gravel é diretor acrobático do famoso Cirque du Soleil, onde muitos dos concorrentes sonham trabalhar um dia. "Aqui é um lugar excepcional para vermos muitos talentos. Muitos nós já vimos em vídeos, os conhecemos, mas é o momento de verificar se são bons de verdade, se têm uma presença, uma aura no palco. E aí vamos falar com eles. Paris é um dos maiores momentos de encontro para o mundo do circo", observa. Em plena era digital, o circo continua fascinando plateias no mundo inteiro. "Este é um festival que nasceu em 1977, direcionado aos novos talentos. É um dos mais antigos do mundo", explica Pascal Jacob, diretor artístico do festival e do Cirque Phênix, onde acontecem as apresentações. "Nós sempre procuramos dar destaque e valorizar os jovens artistas que vêm de escolas, de famílias ou são autodidatas", salienta, definindo o encontro como "um catalisador de carreiras". Para Jacob, se o circo ainda atrai público é porque se trata de uma atividade verdadeira. "Nós não trapaceamos. O público sabe por que veio, os artistas sabem por que estão lá, e há realmente uma troca", define. "Eu penso que a força do circo, diferentemente da dança e do teatro, é que ele tem algo particular, que é uma relação com o risco e com a vida, e o público vem ver algo que não verá em outro lugar. A força do circo é agora, nesse instante, nesse momento", conclui. Para o brasileiro Vitor, é esse encontro com a plateia que faz todo esforço valer a pena. "Esse contato, essa troca de energia, eu dou ao público e recebo essa troca vital", completa. "É muito bom poder fazer parte de espetáculos em que a gente pode fazer o público esquecer o que acontece no mundo por alguns minutos, algumas horas. Esse é o nosso trabalho: dar uma pausa na realidade e nas coisas ruins que acontecem hoje em dia e viver um mundo alternativo", afirma. "Olimpíadas do Circo" Como os demais participantes, Vitor Martinez Silva sonha sair de Paris empregado – mas já se sente um vencedor de estar entre os selecionados. "Esse festival é muito conhecido por começar carreiras, longas carreiras. Eu tenho vários amigos que tiveram sucesso de dez anos após o festival, com contratos em diversas companhias circenses. Todo mundo acaba ganhando só de estar aqui, porque é um festival muito conhecido, de muito prestígio, ...
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      10 min
    • Brasil demonstra cautela diante do convite de Trump para integrar o Conselho de Paz de Gaza
      Jan 22 2026
      A RFI ouviu especialistas que divergem quanto à participação do Brasil no Conselho de Paz de Gaza, criado pelo presidente dos Estados Unidos. Ambos apontam cenário bastante tenso nas relações internacionais, mas nenhum acredita em novo tarifaço contra o Brasil diante da recusa ao convite. Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília O governo brasileiro, em especial assessores de Lula e do Itamaraty, têm avaliado em detalhes o tenso cenário internacional a fim de evitar que o convite de Donald Trump para que o Brasil integre o Conselho de Paz se transforme numa casca de banana diplomática. O fórum anunciado por Trump não tem objetivos voltados apenas para a Faixa de Gaza, mas segundo ele próprio, pode vir a substituir as Nações Unidas na pretensão de dirimir conflitos mundo afora. Diante das inúmeras dúvidas acerca do conselho, inclusive de que seja menos democrático do que o próprio Conselho de Segurança da ONU, com poderes concentrados nos Estados Unidos, o Brasil tende a recusar o convite, mas a complexidade das relações internacionais no momento torna a elaboração da resposta um desafio. Lula conversou com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, sobre a situação na Faixa de Gaza e pretende falar com outros líderes, como o presidente francês, Emmanuel Macron. Dois analistas ouvidos pela RFI têm opiniões bem diferentes sobre o tema. O pesquisador William Gonçalves, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU), avalia que dizer sim ao convite significaria dizer sim à política externa de Trump. “A participação do Brasil nesse Conselho de Paz proposto por Trump é inteiramente inconveniente, porque ele está subtraindo uma tarefa que devia competir à Organização das Nações Unidas. Trump tem trabalhado contra o multilateralismo, já retirou os Estados Unidos de mais de 60 entidades internacionais, comprometendo o trabalho delas”, diz Gonçalves. Para o especialista, “Trump faz o convite com má intenção, porque o alvo principal dele é o BRICS. O Brasil não pode participar de forma alguma desse Conselho. Seria uma forma de apoiar a política externa de Trump, com todas as ameaças e afrontas ao direito internacional que estamos vendo.” Por outro lado, o analista José Luiz Niemeyer, professor de Relações Internacionais do Ibmec/RJ, defende o ingresso do Brasil no Conselho de paz: “A recusa do Brasil pode ser considerada, neste momento, um erro estratégico. A diplomacia brasileira tem que ficar equidistante dos três centros imperiais de poder hoje, Estados Unidos, China e Rússia. E participar deste Conselho de Paz seria uma maneira de deixar claro para os Estados Unidos que por mais que o Brasil critique esta ordem internacional, o país quer participar de uma maneira propositiva”, defende Niemeyer. Para o especialista do Imbec, “até para o Brasil manter suas opiniões sobre Gaza de maneira autônoma, não participar é meio que não combater esse mundo de três impérios”. Ameaça tarifária Os dois analistas convergem num ponto. Não acreditam em retaliações comerciais ao Brasil, como um novo tarifaço, diante da recusa de Lula ao convite de Trump. “Não acho que haverá uma revanche dos Estados Unidos com relação a tarifas. Eles estão atuando de maneira muito agressiva no sistema internacional, tendo outras preocupações, com Brasil em segundo ou terceiro foco. Mas, ao mesmo tempo, os Estados Unidos veem o Brasil como um país importante da América do Sul, ainda mais dentro de sua nova doutrina de segurança nacional”, afirmou Niemeyer. “O Brasil teve um problema grave com os Estados Unidos com relação ao tarifaço, que foi muito bem resolvido pelo governo Lula e pela chancelaria brasileira, e que abriu as portas, no bom sentido, para que Washington e Brasília possam, por exemplo, explorar, não só os minerais de terras raras, mas aumentar a linha de investimento direto e comercial entre os dois países. Por isso que seria relevante o Brasil aceitar o convite”, afirmou o professor do Ibmec/RJ. Para William Gonçalves, interesses internos dos Estados Unidos com relação aos produtos brasileiros reduzem o risco de uma nova taxação extra. Mas ele destaca que isso não significa facilidades nas negociações com Trump. “O Brasil deve agir com muita cautela, sem decisões precipitadas, porque Donald Trump já manifestou a sua ideia a respeito da América Latina. Nós estamos, portanto, em área geográfica bastante sensível à política dos Estados Unidos. Qualquer gesto precipitado que possa ser interpretado como uma provocação pode receber em troca uma resposta imprevisível desse senhor, que é um sujeito abusado, que não se detém diante de nada e dispõe de um aparato militar ...
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      6 min
    • Exposição em Madri celebra legado de Oscar Niemeyer
      Jan 18 2026
      O fotógrafo espanhol Juan Carlos Vega transforma a junção entre arquitetura e balé, duas de suas grandes paixões, em uma verdadeira ode à obra de Oscar Niemeyer. O resultado é a mostra em cartaz em Madri até o dia 30 de janeiro. Ana Beatriz Farias, correspondente da RFI na Espanha Ao entrar na sala de exposições da fundação madrilenha Ortega-Marañón, onde está em cartaz a mostra “Niemeyer Legado”, é fácil perceber que tudo ali indica movimento. As obras fotográficas expostas unem arquitetura e balé, como se os edifícios fossem linhas de uma partitura e os corpos dos bailarinos as notas que dão vida à música. É assim que o fotógrafo Juan Carlos Vega interpreta a interação entre dança e cidade, retratada de diferentes formas na exposição. A disposição dos quadros é única em cada uma das seções. As instalações de videoarte mostram, em movimento, o olhar de Vega sobre a produção de Oscar Niemeyer. As mesas centrais têm formato de “S”, dialogando diretamente com a geometria refletida em todo o salão. Elas reúnem revistas, fotografias e textos que contam como a história do fotógrafo e a obra do arquiteto se encontram. A obra de Niemeyer A proposta da exposição é apresentar o legado de Niemeyer como um processo aberto, em permanente construção, à medida que é redescoberto e ressignificado. É a partir dessa base que Juan Carlos Vega interpreta os projetos do carioca, considerado um dos maiores nomes da arquitetura mundial e primeiro arquiteto vivo a ver uma de suas obras se converter em Patrimônio Mundial da Humanidade, com o reconhecimento de Brasília pela Unesco, em 1987. Depois, também receberam a honraria o conjunto arquitetônico da Pampulha – que fica em Belo Horizonte e foi inscrito em 2016 – e a Feira Internacional de Rachid Karami, em Trípoli, no Líbano. Esta última passou a fazer parte da lista da Unesco em 2023. As imagens reunidas em “Niemeyer Legado” retratam espaços como a Igreja de São Francisco, em Belo Horizonte; o Congresso Nacional, em Brasília; o Memorial da América Latina, em São Paulo; o Memorial Teotônio Vilela, em Maceió, e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Nas fotos, os ângulos e curvas projetados por Niemeyer se fundem com as formas desenhadas pelo corpo de baile, disposto sempre em interação com a paisagem arquitetônica. Brasília, única no mundo Enquanto cada um dos recantos brasileiros visitados para dar origem à mostra recebe o seu devido destaque na exposição, a capital federal ocupa lugar privilegiado na vida do espanhol Juan Carlos Vega. Faz cinco anos, completados neste mês de janeiro, que Vega conheceu Brasília. A primeira impressão foi a de encarar algo único. “Em Brasília aconteceu algo especial comigo. Há algo que não há em nenhuma parte do mundo. É que os edifícios estão sozinhos. Não estão colados uns aos outros, têm muito espaço. E isso faz com que você tenha um enquadramento, uma visão diferente de outras cidades”, comenta o fotógrafo. Desde a primeira aterrissagem, Vega já esteve na capital brasileira dez vezes. Essas visitas, registradas em imagens, se somaram a trabalhos feitos em outras cidades e deram origem a diversas exposições. Em 2022, o espanhol inaugurou a mostra “Niemeyer – Dança por Vega” – que passou pelo Instituto Cervantes de Brasília; pela Casa de Chá, na Praça dos Três Poderes, e pela Casa Thomas Jefferson. Em 2024, realizou o projeto “Niemeyer – Utopia do movimento, legado internacional”, com exibição dupla no Senado Federal do Brasil e no Instituto Cervantes de Brasília. Já em 2025, apresentou a exposição “Brasília 65, Visões em um Sonho Geométrico”, na Fundação Pons, em Madri. Hoje, cinco anos depois do primeiro encontro com a capital brasileira, a cidade segue inspirando novos passos, olhares e enfoques. “Sempre que vou a Brasília, algo novo me inspira. É incrível. O relevo [presente na impressão de algumas fotos] foi um trabalho [feito] aqui, mas era com uma fotografia de Brasília. E tudo o que vou investigando e vou fazendo... Muito vem de quando vou a Brasília e tenho a inspiração”, reflete Vega. Formatos e acessibilidade Como o fotógrafo explica, a inspiração que a cidade traz não afeta apenas o momento do clique: ela o leva a querer transformar os resultados de suas obras, brincar com formatos, cores, modelos e desconstruções. Tudo isso também se reflete na exposição “Niemeyer Legado”, onde as fotografias ganham aspectos multidimensionais. Relevos e recortes adicionam ainda mais movimento às criações. Há quadros adaptados ao toque que, além de vistos, podem ser sentidos. O formato permite que pessoas cegas tenham contato com as fotografias feitas por Vega. A primeira foto confeccionada dessa maneira foi dedicada e entregue pelo autor à Infanta Margarita, tia do Rei Felipe VI, que tem deficiência visual. Legado Internacional Além das criações de ...
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