49. MÚSICA OU TERAPIA?
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MÚSICA É TERAPIA. MÚSICA E TERAPIA
QUANDO A MÚSICA EMPATA COM A TERAPIA
A música acalma — isso todo mundo sente. Mas e se ela tratasse, no peso de uma psicoterapia? Neste episódio do Notas de um Psiquiatra eu trago o ensaio que levou essa pergunta a sério: pesquisadores do Memorial Sloan Kettering randomizaram 300 sobreviventes de câncer com ansiedade para sete sessões de musicoterapia ou de TCC, a primeira linha. O desenho era de não-inferioridade — não tentar vencer a TCC, mas mostrar que a música não é pior. E não foi: queda de 3,1 pontos de ansiedade com música contra 2,9 com TCC, diferença de 0,15, mantida em seis meses, com os dois grupos cruzando o limiar de melhora que a pessoa de fato sente. Explico o que é um estudo de não-inferioridade e por que isso é, no fundo, uma questão de acesso. E me seguro nas ressalvas: empatar não é virar mágica, a população era específica, e musicoterapia com profissional não é o mesmo que ouvir uma playlist. O que cai não é a terapia — é a ideia de que a música é só enfeite.
Referências:
Liou KT, Bradt J, Currier MB, et al. Music Therapy Versus Cognitive Behavioral Therapy via Telehealth for Anxiety in Survivors of Cancer: A Randomized Clinical Trial. J Clin Oncol. 2026;44(5):375–385. doi:10.1200/JCO-25-00726.
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Dr. Hamer Palhares
PS: Conteúdo de caráter meramente informativo.
@drhamerpalhares