Épisodes

  • T05#04 - Freud e a Sociedade do Anel
    Feb 21 2026

    Nunca é muito falar um pouco mais sobre a relação de Freud com Jung e sobre como isso balançou os projetos de futuro da psicanálise no comecinho do século passado. Neste episódio do Tá Freud!, a gente volta à década de 1910 para entender como a ruptura entre Freud e seu "príncipe herdeiro" levou à criação de um dispositivo decisivo da história da psicanálise: o chamado Comitê Secreto ou, A Sociedade do Anel.


    A partir do conceito de carisma de Max Weber nós vamos analisar como a autoridade de Freud foi construída, ameaçada e reorganizada institucionalmente. Se o projeto de fazer de Jung um sucessor deu errado, a solução foi criar um pequeno grupo de discípulos escolhidos para proteger a teoria, acompanhar os rumos do movimento e garantir uma certa unidade doutrinária em meio às dissidências.


    O episódio percorre os bastidores dos congressos, as articulações políticas da recém-criada Associação Internacional de Psicanálise, os conflitos internos e os efeitos dessa estratégia. O Comitê foi uma peça central na consolidação da burocracia psicanalítica do século XX.


    Bora?


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    Bibliografia:


    FERENCZI, Sándor. O desenvolvimento do sentido de realidade e seus estágios. In: FERENCZI, Sándor. Psicanálise II. . São Paulo: Martins Fontes, 1992.

    FREUD, Sigmund. Além do princípio do prazer (1920). In: FREUD, Sigmund. Obras completas, volume 14: História de uma neurose infantil (“O homem dos lobos”), Além do princípio do prazer e outros textos (1917-1920). São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

    FREUD, Sigmund. Conferências introdutórias à psicanálise (1916-1917). In: FREUD, Sigmund. Obras completas, volume 13: Conferências introdutórias à psicanálise (1916-1917). São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

    FREUD, Sigmund. Contribuição à história do movimento psicanalítico (1914). In: FREUD, Sigmund. Obras completas, volume 11: Totem e tabu, Contribuição à história do movimento psicanalítico e outros textos (1912-1914). São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

    FREUD, Sigmund. Totem e tabu (1913). In: FREUD, Sigmund. Obras completas, volume 11: Totem e tabu, Contribuição à história do movimento psicanalítico e outros textos (1912-1914). São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

    GAY, Peter. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

    GROSSKURTH, Phyllis. O Círculo Secreto: o círculo íntimo de Freud e a política da psicanálise. Rio de Janeiro: Imago, 1992.

    JONES, Ernest. Vida e Obra de Sigmund Freud. . Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1980.

    KUPERMAN, Daniel. Transferências Cruzadas: uma história da psicanálise e suas instituições. São Paulo: Zagodoni, 2020.

    MAKARI, George. Revolução em Mente: a criação da psicanálise. São Paulo:Perspectiva, 2024.

    RANK, Otto. O trauma do nascimento e seu significado para a psicanálise. São Paulo: Editora Unesp, 2023.

    ROUSTANG, François. Dire Mastery: Discipleship from Freud to Lacan. Tradução de Ned Lukacher. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1982.

    WEBER, Max. Economia e Sociedade. Lisboa: Edições 70, 2022.

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    56 min
  • T05#04 - O tempo das sociedades
    Feb 6 2026

    O Tá Freud! está de cara nova, agora, além do áudio, também vamos ter os episódios em vídeo. A ideia é alcançar um número ainda maior de pessoas interessadas!

    Acho que se você acompanha o podcast, já se deu conta de que a história da psicanálise não foi exatamente um passeio no parque. Desde muito cedo, ela precisou se organizar, se defender e se legitimar. Este episódio acompanha justamente o momento em que a psicanálise deixa de ser uma espécie de clube do livro em Viena e passa a se estruturar como movimento internacional transnacional.

    Vamos pensar um pouco na institucionalização da psicanálise entre 1908 e 1939, percebendo que expansão internacional caminhou coladinha com cisões teóricas, conflitos pessoais e mecanismos cada vez mais rígidos de regulação. Basicamente, tiro porrada e bomba.

    A discussão avança para o papel das Comissões de Ensino e da figura do analista didata, essa entidade meio espantalho que às vezes assombra algumas escolas de psicanálise aqui e ali, mostrando como a tentativa de garantir qualidade formativa produziu, na prática, a concentração do poder institucional.

    Por fim, fiz uma espécie de circuito histórico e geográfico, tentando acompanhar a circulação da psicanálise em diversos países, com atenção especial ao Brasil, e os efeitos devastadores das guerras e dos regimes autoritários sobre o movimento. Muita coisa eu sei que você já sabia, mas aposto que um tanto delas vai ser novidade. Duvida? Dá o play aí.

    Não se esqueça de seguir o Tá Freud no Spotify e no Youtube, e também me segue lá no Instagram, no @_vini.lara

    Bibliografia:

    ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de psicanálise. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

    MAKARI, George. Revolução na mente: a criação da psicanálise. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

    CHEMOUNY, Jacquy. História do Movimento Psicanalítico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. , 1991.

    AMENDOEIRA, Wilson. Algumas questões sobre a instituição e a psicanálise. Rev. bras. psicanál, São Paulo , v. 43, n. 4, p. 69-78, 2009 . Disponível em . acessos em 04 fev. 2026.

    FRANCISCHELLI, Leonardo A.. IPA - Cem anos de resistência. Rev. bras. psicanál, São Paulo , v. 44, n. 1, p. 35-44, 2010 . Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X2010000100006&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 04 fev. 2026.

    GAY, Peter. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

    GUTMAN, Guilherme. Raça e Psicanálise no Brasil. O ponto de Origem: Arthur Ramos. Disponível em https://www.scielo.br/j/rlpf/a/395rCsW4SVxNBpdsYnQNbhB/?lang=pt

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    30 min
  • T05#03 - Passa lá em casa na quarta-feira!
    Jan 14 2026

    Este episódio reconstrói a formação, o desenvolvimento e a transformação da Sociedade Psicológica das Quartas-Feiras, grupo que se reuniu entre 1902 e 1908 na casa de Sigmund Freud, em Viena, e que deu origem à institucionalização da psicanálise. A partir de um convite informal, quase doméstico, o episódio acompanha como um pequeno círculo de médicos e intelectuais passou a constituir um novo campo teórico e clínico, marcado desde o início por intensas trocas intelectuais, conflitos pessoais e disputas institucionais.

    O percurso começa situando Freud no início do século XX, em um momento de grande produtividade intelectual, mas ainda de reconhecimento restrito. Embora já tivesse publicado suas obras fundamentais, Freud permanecia relativamente isolado no meio acadêmico vienense, com um público reduzido e escassa aceitação institucional. As reuniões das quartas-feiras surgem, nesse contexto, como espaço de ressonância intelectual e afetiva, reunindo médicos insatisfeitos com o pessimismo terapêutico da medicina vigente e interessados em abordagens dinâmicas do sofrimento psíquico.

    O episódio descreve a composição inicial do grupo, seus rituais e sua atmosfera peculiar: a apresentação de textos, as discussões longas, o consumo ritualizado de café e charutos e a presença de Freud como figura central, ainda que não exclusiva. Ao longo dos anos, o grupo cresce e se diversifica, incorporando médicos, editores, críticos culturais e leigos, ampliando progressivamente o alcance da psicanálise para além da clínica médica.

    Um ponto decisivo ocorre em 1906, com a chegada de Otto Rank e a introdução sistemática da documentação das reuniões. A escrita transforma a dinâmica do grupo, tornando visíveis tensões, rivalidades e disputas de autoridade. Entre 1906 e 1908, as discussões tornam-se mais formais e mais hostis, revelando divergências profundas quanto aos métodos, aos objetivos e à identidade da psicanálise. Conflitos envolvendo figuras como Wilhelm Stekel e Alfred Adler ajudam a estabelecer limites implícitos sobre autoridade clínica, divergência teórica e liderança.

    Paralelamente, a Sociedade passa a ser observada por visitantes estrangeiros, como Max Eitingon, Karl Abraham e Ernest Jones. Suas impressões críticas revelam um grupo heterogêneo e pouco coeso, mas também sinalizam o início da internacionalização da psicanálise. A entrada em cena de figuras como Abraham, Jones e Sándor Ferenczi marca a expansão do movimento para além de Viena, com a fundação de novas sociedades e a consolidação de redes internacionais.

    O episódio se encerra com o momento de institucionalização em 1908, quando a Sociedade Psicológica das Quartas-Feiras se transforma oficialmente em Sociedade Psicanalítica. A mudança de nome, as tentativas de reforma interna e a participação no Congresso de Salzburgo assinalam o fim de um ciclo e o início de outro. O que começou como um encontro informal na casa de Freud torna-se, em poucos anos, uma instituição reconhecível, capaz de sustentar a psicanálise como campo organizado de saber e prática.

    Ao acompanhar esse percurso, o episódio evidencia que a psicanálise nasce não apenas de conceitos, mas de encontros, conflitos, afetos e escolhas institucionais, revelando desde sua origem a tensão entre abertura criativa e necessidade de organização.


    Bibliografia sugerida:

    MAKARI, George. Revolução em mente: a criação da psicanálise. São Paulo: Perspectiva, 2024.

    GAY, Peter. Freud: uma vida para nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

    Os Primeiros psicanalistas: Atas da Sociedade Psicanalítica de Viena (1906-1908)

    CAROPRESO, Fátima; COROMBERG, Renata U. Mulheres pioneiras na psicanálise: uma antologia. Belo Horizonte: Autêntica, 2025.

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    1 h et 6 min
  • EXTRA - O gato, o tamanduá e o mais completo absurdo (83 anos da publicação de O Mito de Sísifo, de Albert Camus)
    Nov 14 2025

    Este é um episódio extra, a adaptação de uma aula aberta ministrada por mim (Vinícius Lara) e pelo meu amigo e professor de filosofia Alberto Luiz, na noite do dia 13/11/2025 a respeito do livro O Mito de Sísifo, que completou 83 anos de publicação no mês passado.

    Conversamos sobre o contexto de publicação deste e de alguns outros livros do autor, sobre os conceitos de absurdo e de revolta e também pudemos responder a algumas perguntas propostas peloas participantes.

    Já já a gente retorma a programação normal por aqui!

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    1 h et 33 min
  • T05#02 - Era uma vez uma auto-análise
    Oct 20 2025

    Este episódio discute a chamada auto-análise de Freud, realizada entre 1897 e 1900, período em que ele elaborou suas primeiras hipóteses sobre o inconsciente, os sonhos e a sexualidade. O ponto de partida é a parceria anterior com Josef Breuer, médico com quem publicou Estudos sobre a histeria em 1895 ea correspondência de Freud com Wilhelm Fliess .

    A relação com Breuer e Fliess revela dois modos distintos de interlocução: o primeiro,marcado por uma relação quase filial e bastante tranquila, já o segundo, marcado pela intensidade pessoal e pelo compartilhamento das ideias ainda em formação. É nesse espaço intermediário que se deu a famosa a auto-análise de Freud, um processo que uniu reflexão teórica, elaboração, escrita e que estaria na posição de mito fundador da psícanálise.

    O episódio retoma a leitura de Henri Ellenberger, Erik Porge e Peter Gay dentre outros para discutir em que medida a autoanálise de Freud pode ser compreendida como um exercício clínico ou, antes, como um mito.


    Bora? Bora!


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    Também vale conferir a divulgação do nossa Jornada de Estudos Psicanalíticos de 2025, com o Tema A psicanálise e suas práticas - para mais informações --> CLIQUE AQUI


    BIBLIOGRAFIA DO EPISÓDIO:


    ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de psicanálise. 3. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

    GAY, Peter. Freud: uma vida para o nosso tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

    ELLENBERGER, Henri F. A descoberta do inconsciente: história e evolução da psiquiatria dinâmica. São Paulo: Martins Fontes, 1970.

    FREUD, Sigmund; BREUER, Josef. Estudos sobre a histeria (1895). In: FREUD, Sigmund. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. v. II. Rio de Janeiro: Imago, 1974.

    FREUD, Sigmund. História do movimento psicanalítico (1914). In: FREUD, Sigmund. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. v. XIV. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

    PORGE, Éric. Freud/Fliess: mito e quimera da autoanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998

    LACAN, Jacques. Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise: o seminário, livro 11 (1964). Rio de Janeiro: Zahar, 1988.

    SULLOWAY, Frank J. Freud, biologist of the mind: beyond the psychoanalytic legend. 2. ed. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1992.

    VIDAL, Paulo Eduardo Viana. A invenção da psicanálise e a correspondência Freud/Fliess. Estilos clin., São Paulo , v. 15, n. 2, p. 460-479, dez. 2010 . Disponível em . acessos em 17 out. 2025.

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    54 min
  • T05#01 - Nem Deus, nem o Diabo: o Inconsciente
    Oct 7 2025

    Neste episódio, nós vamos percorrer uma parte da história das ideias sobre o inconsciente bem antes de Freud pensar sobre o assunto. Do xamã ao magnetizador, do exorcismo às experiências de Mesmer e Charcot, a idéia é tentar um mergulho nas origens simbólicas, religiosas e clínicas desse campo do psiquismo. A psicanálise não nasceu do nada: ela herdou séculos de práticas que tentavam dar sentido ao sofrimento humano e reorganizar a relação entre corpo, alma e cultura.

    Partindo do Iluminismo, vamos acompanhar o médico Franz Anton Mesmer e seu magnetismo animal, passando pelo padre Gassner e seus exorcismos, marquês de Puységur e o sonambulismo, até chegar nas experiências hipnóticas da Salpêtrière, onde Jean-Martin Charcot transformou a histeria numa espécie de espetáculo científico e impressionou o jovem Freud.

    Numa salada de frutas historiográfica vamos conversar sobre ciência, magia e espiritualidade, mas também de cultura, poder e exclusão. Até porque, pensar o Inconsciente numa longa arqueologia do saber é pensar os modos como fomos nomeando essas forças psíquicas invisíveis que atravessam a história humana. Se interessa por psicanálise, filosofia, história da loucura? Vem comigo !

    Bora? Bora!

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    BIBLIOGRAFIA DE REFERÊNCIA PARA O EPISÓDIO:


    ALVARADO, Carlos S. Fenômenos psíquicos e o problema mente-corpo: notas históricas sobre uma tradição conceitual negligenciada. Revista de Psiquiatria Clínica, São Paulo, v. 40, n. 4, p. 157–161, 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832013000400006.

    DARNTON, Robert. O lado oculto da Revolução: Mesmer e o final do Iluminismo na França. Tradução de Denise Guimarães Bottmann. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.

    DIDI-HUBERMAN, Georges. A invenção da histeria: Charcot e a iconografia fotográfica da Salpêtrière. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.

    ELLENBERGER, Henri F. A descoberta do inconsciente: história e evolução da psiquiatria dinâmica. São Paulo: Perspectiva, 2023.

    FERENCZI, Sándor. Rumo à Psicanálise – Escritos Pré-analíticos (1897–1908). Tradução de Alina Karnics. Edição e preparação de Judit Mészáros. São Paulo: INM Editora, 2024.

    FOUCAULT, Michel. História da loucura na Idade Clássica. Tradução de José Teixeira Coelho Neto. São Paulo: Perspectiva, 1978.

    FOUCAULT, Michel. O nascimento da clínica. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1977.

    FREUD, Sigmund. Charcot (1893–1899): Primeiros escritos psicanalíticos. Tradução de Elias Davidovich. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

    FREUD, Sigmund. Moral sexual civilizada e doenças nervosas modernas. In: ______. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 2003.

    FREUD, Sigmund. O futuro de uma ilusão. In: ______. Cultura, sociedade, religião: O mal-estar na cultura e outros escritos. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.

    FREUD, Sigmund. Psicanálise e telepatia. In: ______. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v. 18. Rio de Janeiro: Imago, 2003.

    FREUD, Sigmund. Totem e Tabu. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

    GOLDSTEIN, Jan. Console and Classify: The French Psychiatric Profession in the Nineteenth Century. Cambridge: Cambridge University Press, 1987.

    GYIMESI, Júlia. Why “Spiritism”? International Journal of Psychoanalysis, v. 97, n. 2, p. 357–383, 2016. DOI: 10.1111/1745-8315.12364.

    OPPENHEIM, Janet. The Other World: Spiritualism and Psychical Research in England, 1850–1914. Cambridge: Cambridge University Press, 1985.

    ROUDINESCO, Élisabeth; PLON, Michel. Dicionário de Psicanálise. Tradução de André Telles. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. Verbete “Hipnose”.

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    50 min
  • T05#00 - Uma história possível da psicanálise
    Sep 24 2025

    Neste episódio nós começamos a 5ª temporada do Tá Freud!, dedicada à história da psicanálise, e explorando seus fundamentos, disputas e transformações desde Freud até a contemporaneidade. Vamos partir do texto A História do Movimento Psicanalítico (1914), para refletir sobre os caminhos da psicanálise, as rupturas com Alfred Adler e Carl Gustav Jung, os embates institucionais e o contexto cultural e político da Europa do início do século XX, marcado pelo antissemitismo e pelas tensões que antecederam a Primeira Guerra Mundial.


    O episódio discute como Freud, ao escrever a história de sua própria criação, construiu uma narrativa legitimadora da psicanálise, silenciando dissidências e fortalecendo sua posição como fundador.


    Mais do que recontar a trajetória da psicanálise, o nosso objetivo é questionar: o que significa escrever a história da psicanálise? Como diferentes versões moldaram sua transmissão e prática? E de que forma esses conflitos ecoam até hoje?

    Bora? Bora!


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    Bibliografia de referência para o episódio:

    CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982.

    FREUD, Sigmund. A história do movimento psicanalítico. Rio de Janeiro: Imago, 1996. (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v. XIV).

    FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Rio de Janeiro: Imago, 1996. (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v. VII).

    FREUD, Sigmund. Tratamento psíquico (tratamento anímico). In: ____. Fundamentos da clínica psicanalítica. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.

    JONES, Ernest. Vida e obra de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1989. 3 v.

    JUNG, Carl Gustav. Símbolos da transformação. Petrópolis: Vozes, 2011. [Versão revista de: Transformações e símbolos da libido (1912)].

    KUPERMAN, Daniel. Transferências cruzadas. São Paulo: Zagodoni, 2020.

    ROUDINESCO, Élisabeth; PLON, Michel. Dicionário de psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

    SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e representação. 2. ed. São Paulo: Editora UNESP, 2015.

    WISTRICH, Robert S. Os judeus de Viena na era de Francisco José. São Paulo: Perspectiva, 1990.

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    36 min
  • T04#07 - Amor Fati
    Jul 2 2025

    Neste episódio, estou conversando com meu amigo Alberto Luiz, mestre e doutorando em Filosofia, para uma conversa sobre o conceito de Amor Fati, expressão latina que significa “amor ao destino”. Partindo da tradição estoica e chegando à formulação radical de Friedrich Nietzsche, discutimos como esse princípio atravessa tanto a ética quanto uma estética da existência.

    O Amor Fati, em Nietzsche, não é mera aceitação resignada do que acontece, mas uma afirmação ativa da vida em sua totalidade, incluindo o sofrimento, a perda e a finitude. Conversamos sobre como esse pensamento se insurge contra a nostalgia, o idealismo e o ressentimento, propondo uma relação mais profunda e criadora com o tempo, com a história pessoal e com o mundo.

    Entre filosofia, experiência e sensibilidade, exploramos as implicações existenciais e políticas de amar o que nos acontece, não apesar de tudo, mas por causa de tudo.

    Vamos?

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    57 min