Épisodes

  • 07 | Paulo Henriques Britto
    Feb 24 2026

    O convidado deste episódio é o poeta Paulo Henriques Britto, em conversa com Alexandra Maia e Luiza Mussnich.
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    Paulo Henriques Britto é escritor, tradutor, professor e membro da Academia Brasileira de Letras. Publicou oito livros de poesia: Liturgia da matéria (Civilização Brasileira, 1982), Mínima lírica (pela Duas Cidades, 1989), Trovar claro (1997, Prêmio Alphonsus de Guimarães da Biblioteca Nacional), Macau (2003, Prêmio Portugal Telecom, atualmente chamado de Prêmio Oceanos), Tarde (2007, Prêmio Alphonsus de Guimarães da Biblioteca Nacional e terceiro lugar do Prêmio Jabuti), Formas do nada (2012), Nenhum mistério (2017, finalista do Prêmio Jabuti) e Fim de verão (2022) – todos esses últimos lançados pela Companhia das Letras.
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    "a dança do intelecto entre as palavras é trabalhar com o sentido de maneira lúdica, tal como trabalhar o som de maneira lúdica. se você quer pensar sério, você faz filosofia. se você quer brincar com o pensamento, dar nó na cabeça do leitor, você faz poesia."

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    50 min
  • 06 | Vinicius de Moraes, com Pedro Bial
    Feb 3 2026

    O poeta Vinicius de Moraes é o homenageado escolhido do nosso sexto episódio, numa conversa entre o jornalista Pedro Bial e Alexandra Maia.


    Vinicius de Moraes (1913–1980) foi poeta, compositor, dramaturgo e diplomata. Sua obra transita entre o lirismo amoroso, a reflexão existencial e a musicalidade refinada, dialogando tanto com a tradição literária quanto com a canção popular. Inicialmente ligado ao modernismo de segunda geração, aproximou a poesia do cotidiano e da emoção direta. Seu legado permanece vivo pela capacidade de unir alta literatura e cultura do povo - celebrando o amor, a vida e a experiência humana em suas múltiplas formas.


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    "De manhã escureço

    De dia tardo

    De tarde anoiteço

    De noite ardo.


    A oeste a morte

    Contra quem vivo

    Do sul cativo

    O este é meu norte.


    Outros que contem

    Passo por passo:

    Eu morro ontem


    Nasço amanhã

    Ando onde há espaço:

    – Meu tempo é quando."

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    43 min
  • 05 | Prisca Agustoni
    Jan 20 2026

    A convidada deste episódio é a poeta Prisca Agustoni, em conversa com Alexandra Maia e Luiza Mussnich.


    Nasceu na Suíça Italiana, onde estudou Letras e Filosofia. Desde 2002 vive entre sua terra natal e o Brasil. É poeta, tradutora, ensaísta, contista, autora de livros infanto-juvenis e professora da Universidade Federal de Juiz de Fora. Em meio a muitos outros, publicou os livros de poesia: Animal extremo (pela Patuá, de 2017), O mundo mutilado (pela Quelônio, de 2020), Rastros (pela Círculo de Poemas, de 2022), Pólvora (pela Macondo, de 2022), O gosto amargo dos metais (pela 7Letras, de 2022 - vencedor dos prêmios Belo Horizonte e Oceanos de 2023), Arqueologias (pela Peirópolis, de 2024) e Quimera (pela Círculo de Poemas, de 2025).


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    "Considerem sua enorme geografia:

    a baleia é um país em movimento,

    impossível inserí-lo nos mapas

    às vezes vira ilhota,

    outras vezes, mar aberto."

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    1 h
  • 04 | Ferreira Gullar, com Antônio Grassi
    Jan 6 2026

    O poeta Ferreira Gullar é o homenageado escolhido do nosso quarto episódio, numa conversa entre o ator Antônio Grassi e Alexandra Maia.
    Ferreira Gullar (1930-2016) foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX, pela intensidade lírica, pela reflexão política e pelo compromisso ético com o seu tempo. O poeta maranhense ampliou as fronteiras da poesia ao dialogar com as artes visuais e a teoria estética. Sua obra atravessa diferentes fases, do experimentalismo formal à poesia de forte cunho social e existencial, marcada pela experiência do exílio durante a ditadura militar.
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    "Uma parte de mim
    é só vertigem;
    outra parte,
    linguagem.
    Traduzir-se uma parte
    na outra parte
    — que é uma questão
    de vida ou morte —
    será arte?"

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    36 min
  • 03 | Ana Estaregui
    Dec 23 2025

    A convidada deste episódio é a poeta Ana Estaregui, em conversa com Alexandra Maia e Luiza Mussnich.


    Ana Estaregui é de Sorocaba, SP. É poeta e doutoranda em Letras pela USP, pesquisando as relações entre natureza e cultura. Publicou os livros 'Coração de Boi' (7Letras, 2016 | ProAC, 2014 - finalista do Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Fundação Biblioteca Nacional), 'Dança para Cavalos' (Círculo de Poemas/Fósforo, 2022 com Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura na categoria Poesia) e o recém-lançado 'Fazer Círculos com Mãos de Ave' (34, 2025). Ana organiza grupos livres de escrita e artes visuais e tem livros publicados em Portugal e no Chile.

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    "com a mão mais mansa

    aquela com que se conduz alguém

    se oferecem sementes se acaricia um cão

    também se ateia o fogo -"

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    48 min
  • 02 | Cecília Meireles, com Alice Wegmann
    Dec 9 2025

    A poeta Cecília Meireles é a homenageada do nosso segundo episódio, apresentado pela atriz Alice Wegmann e por Alexandra Maia.


    Cecília Meireles (1901–1964) foi poeta, ensaísta, cronista, folclorista, tradutora e educadora. Reconhecida como uma das primeiras grandes vozes femininas da literatura brasileira, publicou mais de 50 obras ao longo da vida. Embora sua poesia dialogue com traços simbolistas, Cecília destacou-se sobretudo na segunda fase do modernismo, integrando a chamada “Poesia de 30”. Recebeu os Prêmios Olavo Bilac, Jabuti e, postumamente, o Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. Sua poesia foi traduzida para diversos idiomas, incluindo alguns menos convencionais como híndi e urdu, e musicada por uma variedade de artistas.


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    "No mistério do sem-fim equilibra-se um planeta.

    E, no planeta, um jardim,

    e, no jardim, um canteiro;

    no canteiro uma violeta,

    e, sobre ela, o dia inteiro,

    - entre o planeta e o sem-fim,

    a asa de uma borboleta."

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    42 min
  • 01 | Claudia Roquette-Pinto
    Nov 25 2025

    Convidada de estreia: a poeta Claudia Roquette-Pinto, numa conversa com Alexandra Maia e Luiza Mussnich.


    Claudia Roquette-Pinto é carioca, budista e formada em Tradução Literária pela PUC-Rio. Publicou sete livros de poesia: "Os dias gagos" (edição da autora, 1991); "Saxífraga" (Salamandra, 1993); "Zona de sombra" (7Letras, 1997); "Corola" (Ateliê Editorial, 2000), que obteve o Prêmio Jabuti de poesia em 2002; "Margem de manobra" (Aeroplano, 2005), finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira em 2006 e "Alma Corsária", (Editora 34, 2022), finalista dos prêmios Oceanos e Jabuti. Esse ano, teve sua poesia reunida (de 1984 a 2005) no livro "A extração dos dias", pelo Círculo de Poemas. Seus poemas foram traduzidos para várias línguas e incluídos em diversas antologias e publicações nacionais e estrangeiras.


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    "Nada mais a desejar.
    Se houver beleza, fruí-lá.
    A onda cheia de amar
    cintila, breve, no mar
    vai se desmanchar na areia"

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    1 h et 5 min