Na virada do século XIX, a economia brasileira dependia da exportação de borracha, feita a partir da extração do látex da seringueira, uma árvore nativa amazônica, encontrada em abundância na natureza. Um explorador inglês chamado Henry Wickman veio ao Brasil com duas obsessões: ficar rico e, principalmente, a agradar a Rainha Vitória. Por aqui, se misturou aos indígenas, absorveu conhecimentos de coleta, armazenamento e plantação das sementes de seringueira. Burlou as várias etapas de fiscalização e burocracias envolvendo imigração e chegou ao seu país natal carregando milhares de exemplares da semente que terminaria sendo o passaporte para a perda do monopólio do Brasil e a consequente decadência de cidades como Manaus e Belém, outrora, símbolos de riqueza e modernidade.
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