Épisodes

  • Como criar um mundo que respeita as mulheres
    Mar 6 2026
    Convidados: Luciano Ramos, diretor do instituto Mapear; Ruth Manus, advogada, doutora em direito internacional e autora do livro “Guia prático antimachismo”. Nos últimos meses, o noticiário vem registrando histórias trágicas de violência de gênero. A lista de horrores tem casos de estupro coletivo, espancamentos e feminicídios – houve episódios até de assassinato dos filhos dessas mulheres. Essa é a face mais cruel de um problema muito maior. Crimes explícitos como esses são a ponta de um iceberg, onde a base é uma cultura marcada pelo machismo que estrutura a sociedade. Este episódio, na antevéspera do Dia das Mulheres, propõe uma conversa que vai além da indignação: busca tratar da responsabilidade dos homens e da educação de meninos. Para isso, Natuza Nery recebe dois convidados. Primeiro, ela conversa com Luciano Ramos, diretor do Instituto Mapear. Luciano relata parte do trabalho que realiza com homens que cometeram crimes contra mulheres e são enviados ao sistema prisional – ele analisa como estes homens pensam e se comportam. Depois, Natuza fala com Ruth Manus, advogada, doutora em direito internacional e autora do livro “Guia prático antimachismo”. Ruth apresenta um panorama claro com exemplos de como o machismo está colocado no dia a dia de homens e mulheres e fala sobre o papel da pornografia na formação sexual dos jovens.
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    33 min
  • Nova prisão de Daniel Vorcaro: de golpe financeiro a formação de milícia
    Mar 5 2026
    Convidada: Malu Gaspar, comentarista da GloboNews e da CBN e colunista do jornal O Globo. Foi preso preventivamente nesta quarta-feira (4) o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na decisão que autorizou a operação da Polícia Federal, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso, afirma que os indícios reunidos pela investigação vão muito além de crimes financeiros e identifica a existência de "milícia privada" para intimidar opositores. Para o ministro, havia risco concreto na manutenção da liberdade do investigado diante da gravidade dos fatos revelados pela Polícia Federal. O relatório da PF revela um plano de Vorcaro para perseguir e agredir o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. As investigações apontam ainda que o grupo teria acessado indevidamente sistemas sigilosos e órgãos públicos e que haveria a participação de funcionários do Banco Central na rede de ilegalidades – dois servidores foram afastados de suas funções, Belline Santana e Paulo Sérgio Souza. Também foram presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, suspeito de ser o operador financeiro do esquema de fraudes, o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como coordenador operacional da “Turma” – termo usado para definir a organização. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Malu Gaspar, comentarista da GloboNews e da CBN e colunista do jornal O Globo. Malu explica o funcionamento da rede construída por Daniel Vorcaro e detalha quem é quem na composição da “Turma”. Ela também analisa quais devem ser os próximos passos da investigação.
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    25 min
  • O preço da guerra e o efeito dominó na economia
    Mar 4 2026
    Convidado: José Roberto Mendonça de Barros, fundador e sócio da consultoria MB Associados, foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se concentra numa área estratégica para o abastecimento global de energia. O Oriente Médio reúne algumas das maiores reservas de petróleo do planeta – o Irã tem a terceira maior, e a Arábia Saudita, a segunda – e concentra importantes instalações de produção e refino. Toda essa produção precisa atravessar o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, para abastecer os setores produtivos dos quatro cantos do mundo. Cerca de 20% do volume total de petróleo comercializado passa por esse corredor, que foi fechado pelo governo iraniano. Um cenário que pode se agravar caso a ameaça do general da Guarda Revolucionária iraniana, Ebrahim Jabari, se concretize: caso os bombardeios de Estados Unidos e Israel continuem, irá atacar “todos os centros econômicos” do Oriente Médio. Para explicar como o fechamento do Estreito de Ormuz abre um efeito cascata na economia global, Natuza Nery conversa com José Roberto Mendonça de Barros, fundador e sócio da consultoria MB Associados. Ele, que foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, comenta também os impactos da guerra na produção e distribuição de gás natural e fertilizantes, e como isso repercute nas economias de Brasil e Estados Unidos, inclusive com possível alta no preço dos alimentos.
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    31 min
  • A guerra no Oriente Médio e o futuro do regime iraniano
    Mar 3 2026
    Convidado: Hussein Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Pelo terceiro dia seguido, Estados Unidos e Israel atacam alvos diversos no Irã – e anunciam que mais tropas e mais caças estão a postos para entrar em ação. A retaliação iraniana também segue seu curso: mísseis e drones atingiram o território israelense e a infraestrutura de países que têm bases militares americanas, como a Arábia Saudita. No Líbano, o grupo extremista Hezbollah, aliado do regime iraniano, abriu um novo front de guerra. E o mapa do Oriente Médio tem cada vez mais alvos de todos os lados. No governo dos Estados Unidos, o secretário da Guerra fala em objetivos de curto prazo, mas Donald Trump já projeta pelo menos cinco semanas de ofensiva e diz que levará “o tempo que for necessário”. Já em Teerã, o regime dos aiatolás ainda lamenta da morte de seu líder supremo, Ali Khamenei, que governou o país por quase quatro décadas, enquanto se reorganiza para definir seu sucessor. Para explicar os arcos de aliança que estão formados no Oriente Médio e o processo de sucessão de Khamenei no Irã, Natuza Nery entrevista Hussein Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Kalout avalia os riscos de uma escalada militar ainda mais perigosa na região, inclusive em relação ao uso de armas nucleares. E analisa as consequências da escolha do novo líder supremo do regime: se será mais ou menos aberto ao Ocidente. “Um cenário muito mais obscuro”, resume.
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    34 min
  • O risco de um colapso em Cuba
    Mar 2 2026
    Convidados: Cristiana Mesquita, diretora de notícias para o Caribe da Associated Press (AP), em Havana; e Ariel Palacios, correspondente da Globo e da GloboNews para América Latina. Desde a Revolução Cubana, em 1959, a relação entre Estados Unidos e Cuba é de rivalidade, e a Ilha convive há décadas com um embargo econômico. Nas últimas semanas, contudo, os cubanos estão experimentando algo inédito: viver sob escassez severa de petróleo, que afeta a distribuição de alimentos e remédios, paralisa o transporte público e provoca apagões diários. Cuba produz apenas 40% do petróleo que precisa para manter a economia de pé e tem a Venezuela como sua maior fornecedora – uma parceria na qual oferta serviços de saúde e de inteligência em troca de preços muito abaixo da média de mercado. Desde a captura de Nicolas Maduro pelos Estados Unidos, essa torneira fechou. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista Cristiana Mesquita, diretora de notícias para o Caribe da Associated Press (AP), para contar como está a vida das cerca de 10 milhões de pessoas que vivem na Ilha. Cristiana, que mora em Havana há quatro anos e visita o país com frequência desde a década de 1990, fala sobre a rotina dos moradores da capital cubana e o sentimento deles em relação ao regime. Depois, a conversa é com Ariel Palacios, correspondente da Globo e da GloboNews para América Latina. Ele explica o que há de diferente nesta crise em Cuba e o que faz a Ilha despertar interesse na geopolítica global.
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    30 min
  • EXTRA: O mais duro ataque americano e israelense ao Irã
    Mar 1 2026
    Convidado: Tanguy Baghdadi, professor de política internacional e criador do podcast Petit Journal Na manhã deste sábado (28), os iranianos foram surpreendidos com bombardeios na capital Teerã e em diversas cidades do país – pelo menos 200 pessoas morreram, de acordo com informações da rede humanitária Crescente Vermelho, que atua em nações muçulmanas. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto na ação. Trata-se da operação “Fúria Épica”, um ataque de grandes proporções promovido pelos Estados Unidos e Israel contra o regime dos aiatolás. Imediatamente, as forças militares do Irã reagiram. Mísseis e drones foram lançados ao território israelense e houve também ataques a países que mantêm bases americanas, caso de Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes. Os ataques ocorreram mesmo com negociações em curso entre Estados Unidos e Irã para que o regime interrompesse seu programa nuclear. Donald Trump defendeu a ofensiva dizendo que os iranianos nunca quiseram um acordo de verdade. E, num vídeo publicado nas redes sociais, instou a população a derrubar o regime para tomar o poder. Neste episódio especial, Natuza Nery entrevista Tanguy Baghdadi, professor de política internacional e criador do podcast Petit Journal, para explicar o tamanho da crise no Oriente Médio e o risco de uma guerra generalizada na região. Tanguy também analisa por que o governo americano decidiu atacar agora e avalia o que pode acontecer com o regime dos aiatolás a partir dos acontecimentos deste sábado.
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    39 min
  • A farra dos penduricalhos e o orçamento público capturado
    Feb 27 2026
    Convidado: Bruno Carazza, colunista do jornal Valor Econômico, comentarista do Jornal da Globo e professor associado da Fundação Dom Cabral. O Supremo Tribunal Federal adiou para o dia 25 de março a análise sobre as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspendem o pagamento dos chamados “penduricalhos” no funcionalismo público. O termo é usado para se referir a verbas indenizatórias, gratificações e auxílios que são somados às remunerações dos servidores – e que ultrapassam o valor do teto constitucional, que é de R$ 46 mil. A lista de benefícios é longa: tem escala de trabalho 3 por 1, pagamento de mensalidade de escolas particulares para filhos adultos e até auxílio-peru e auxílio-panetone. Só em 2025, esses adicionais custaram mais de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. Para explicar o que são esses penduricalhos e o impacto que eles têm no orçamento público, Natuza Nery recebe Bruno Carazza, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista do Jornal da Globo. Neste episódio, Bruno, que também é professor associado da Fundação Dom Cabral, detalha o que está em discussão na Corte e avalia o quão difícil será a tarefa de colocar ordem nos pagamentos inconstitucionais.
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    36 min
  • A condenação dos mandantes da execução de Marielle Franco
    Feb 26 2026
    Convidadas: Fernanda Vivas, produtora da TV Globo em Brasília; e Flávia Oliveira, comentarista da GloboNews e da rádio CBN, e colunista do jornal O Globo. Foram mais de 12 horas de julgamento até que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal chegasse a uma decisão unânime. Quase oito anos depois do crime, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão por planejar e ordenar a execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes. Em sua manifestação, Moraes destacou que a motivação política do crime se somou a elementos como misoginia, racismo e origens de Marielle. Neste episódio, Fernanda Vivas, produtora da TV Globo em Brasília, relata todos os aspectos do julgamento pela Primeira Turma. Ela, que é advogada especializada em processo legislativo, direito constitucional e direito público, também apresenta os argumentos da acusação, da defesa e que disseram os ministros sobre as provas do crime. Depois, Natuza Nery conversa com Flávia Oliveira, comentarista da GloboNews, da rádio CBN e colunista do jornal O Globo. Flávia relembra o passo a passo da noite em que ocorreram as execuções e comenta o envolvimento de agentes públicos na investigação do caso. Por fim, ela explica por que é tão importante para o país relembrar a trajetória de Marielle.
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