Couverture de Como Assim

Como Assim

Como Assim

De : Inês Rocha/ #ComoAssim / PÚBLICO
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#ComoAssim é um podcast do PÚBLICO sobre fenómenos da cultura pop. A jornalista Inês Rocha desconstrói as nossas obsessões colectivas, para as compreender melhor.

Publicado quinzenalmente às quartas-feiras.

Sciences sociales
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    Épisodes
    • Do “cheesecake japonês” ao chocolate do Dubai. Como se cria uma obsessão colectiva
      Feb 18 2026

      Não é japonês. Não é cheesecake. E, ainda assim, tornou‑se uma das sobremesas mais partilhadas do início de 2026. Bastam dois ingredientes – iogurte natural e bolachas – para surgir o “cheesecake japonês”, uma receita tão simples quanto improvável que se tornou rapidamente uma obsessão colectiva, que teve impacto nas prateleiras dos supermercados.

      Não é a primeira vez nem será a última. De repente, todos parecem estar a provar a mesma sobremesa, a discutir a sua origem e a partilhar vídeos em série. O nome varia, a apresentação também, mas o padrão repete‑se com uma familiaridade quase reconfortante.

      Aconteceu com o “morango do amor”, no último Verão — filas nas pastelarias, vídeos de degustação, polémicas sobre quem começou a tendência — e aconteceu com o chocolate do Dubai, que desencadeou uma verdadeira corrida ao luxo acessível e levou a uma escassez global de pistáchios.

      Mas “como assim”? O que explica a sucessão de receitas virais, que tão rápido como nos bombardeiam os feeds, desaparecem?

      Para nos ajudar a perceber tudo isto, convidamos o chef Miguel Mesquita, a especialista em marketing Márcia Maurer Herter e o psicólogo Samuel Lins, que ajudam a perceber como se cria - e como se desfaz - uma tendência digital.

      E aproveitamos para provar o “cheesecake japonês” e o morango do amor: afinal, o que têm de tão especial?

      Siga o podcast #ComoAssim e receba cada episódio quinzenalmente, à quarta-feira no Spotify, na Apple Podcasts, ou noutras aplicações para podcasts.

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      26 min
    • “Deslocado” dos Napa, fenómeno mundial maior do que “Amar Pelos Dois”? #ComoAssim
      Feb 4 2026

      Quando os NAPA ganharam o Festival da Canção, em 2025, a vitória não foi consensual - "Deslocado" ficou em quarto lugar na votação do júri e em segundo no televoto. Na Eurovisão, foram arrasados nas casas de apostas, que colocavam a banda na zona de eliminação, muitas vezes no penúltimo ou último lugar da primeira semifinal.

      Ainda assim, os madeirenses contrariaram as previsões, passaram à final e arrecadaram o 21.º lugar. Mas o que ninguém imaginava na altura é que a história da canção ainda estava no início: meses depois, se contasse o número de audições no Spotify, "Deslocado" teria arrecadado o segundo lugar no festival.

      Hoje, a canção soma mais de 100 milhões de audições no Spotify, tornou-se a música portuguesa mais ouvida de sempre na plataforma, até à semana passada tinha o triplo das audições de "Amar pelos Dois" (entretanto retirada da plataforma por Salvador Sobral) e circula nas redes muito para lá do contexto da Eurovisão. No TikTok, “Deslocado” é usada em vídeos sobre saudade, casa e distância - em português e noutras línguas. A canção chegou ao top das músicas virais no Spotify Brasil e passou a ser ouvida em cidades como São Paulo ou Jacarta.

      Mas a canção dos NAPA nunca foi pensada para funcionar nas redes. “Deslocado” não é curta, não é repetitiva, não tem um momento viral óbvio. Pelo contrário, tem uma estrutura pouco convencional e uma progressão quase narrativa. “Na teoria, esta música não devia funcionar”, resume o produtor Ben Monteiro.

      O que explica, então, o enorme sucesso que a canção teve e continua a ter? É sobre isso que conversamos neste #ComoAssim, com o vocalista dos NAPA, Guilherme Gomes, o produtor e músico Ben Monteiro e também com os mais entendidos: os fãs dos NAPA.

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      25 min
    • Vizinhos. Como se cria uma banda do zero no tempo do TikTok? #ComoAssim
      Jan 21 2026

      Em outubro de 2025, mais de quatro mil pessoas cantaram em uníssono a canção “Pôr do Sol” no Super Bock Arena, no Porto. Mas aquilo que, para qualquer banda, seria o culminar de uma carreira longa, para os Vizinhos era apenas o princípio de algo que tinha começado menos de um ano antes: um desafio de criar uma banda do zero, até encher o Coliseu.


      O fenómeno começou à mesa, num jantar de amigos, e cresceu com a intensidade que hoje caracteriza as redes sociais. Os quatro músicos de Évora documentaram cada etapa do projeto no TikTok e Instagram: os ensaios, a criação das primeiras músicas, as dúvidas, as decisões estéticas, os erros e os triunfos. Não era apenas um diário de bastidores, mas uma narrativa a ser consumida e comentada em tempo real.


      A primeira canção da banda, “Pôr do Sol”, rapidamente se libertou das fronteiras das redes sociais e ganhou estatuto de êxito do Verão. Conquistou o galardão de tripla platina, com mais de 19 milhões de audições no Spotify e outras 12 milhões no Youtube. Passa nas maiores rádios nacionais e encheu recintos de dezenas de festivais e festas de Verão.


      A frase que mais entrou no ouvido - “Se achas Lisboa grande, o Alentejo ainda é maior” - tornou-se um símbolo de orgulho regional e ajudou a definir a identidade da banda, numa altura em que a música alentejana ganhou uma nova vida junto dos mais jovens.


      O desafio está, em parte, cumprido: a banda já tem Coliseus anunciados. Mas fica a pergunta: como assim? Como é que os Vizinhos conseguiram chegar aqui tão rápido e o que é que a estratégia que usaram nos ensina sobre a forma como consumimos música no tempo do TikTok?


      No arranque da terceira temporada do podcast #ComoAssim, conversamos com os Vizinhos, com o manager e também vocalista dos Átoa, João Direitinho, e ainda com um produtor musical habituado a lidar com redes sociais, Ben Monteiro.

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      33 min
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