#61 Quando o Sagrado tem cor: Racismo e Religião
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Quando você era criança e imaginava Deus, como era essa imagem? E o demônio?
Ninguém precisou te dizer nada. A imagem falou sozinha. E é exatamente aí que começa um dos racismos mais profundos que existem: o racismo simbólico, aquele que não precisa de palavras, que age pela imagem, pelo rito, pela ideia de quem é sagrado e quem é profano.
Neste episódio, a gente entra num território que incomoda e que precisa incomodar.
Vamos investigar como a religião foi usada, durante séculos, como uma das ferramentas mais eficientes de dominação racial: nas bulas papais que autorizaram a escravidão, no Código Penal que criminalizou o atabaque, na demonização de Exu, na perseguição que queimou terreiros e prendeu mães de santo.
Mas vamos falar também, e isso é igualmente importante, de como as pessoas que foram dominadas transformaram essa mesma religião em arma de resistência. Nos terreiros que preservaram línguas proibidas. Nas irmandades que compravam liberdades. Nos Spirituals que eram mapas de fuga. No dessincretismo que diz, hoje, em voz alta: Exu não é o Diabo. Nunca foi.
Neste episódio você vai encontrar James Cone e a Teologia Negra, Achille Mbembe e a Necropolítica, Sueli Carneiro e o epistemicídio, a história de Bilal no Islã, de Ambedkar no Hinduísmo, das Irmandades de Homens Pretos no Brasil colonial e a filosofia do terreiro como território de reexistência.