Couverture de O NOVO PACIENTE CIRURGICO NA ERA DO GLP-1

O NOVO PACIENTE CIRURGICO NA ERA DO GLP-1

O NOVO PACIENTE CIRURGICO NA ERA DO GLP-1

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A revolução dos incretinomiméticos (agonistas GLP-1 e duplos agonistas GIP/GLP-1) encerrou a fase do paciente cirúrgico "simples", trazendo para o centro cirúrgico um fenótipo clínico inédito e complexo. Neste episódio voltado para médicos anestesiologistas e cirurgiões, mergulhamos fundo no novo paradigma de manejo perioperatório, onde a simples suspensão rotineira e cega dessas medicações deixou de ser respaldada pelas diretrizes modernas.Discutimos as nuances desse novo paciente que frequentemente chega ao bloco operatório com exames metabólicos impecáveis, mas esconde fatores críticos de risco: o esvaziamento gástrico imprevisível, a depleção sistêmica de volume e uma ingestão proteica severamente insuficiente. O episódio aborda de maneira técnica e direta o equilíbrio necessário para manejar dois grandes pilares: a mitigação do risco agudo anestésico, relacionado ao volume gástrico residual, e a correção do risco crônico e estrutural, ligado ao catabolismo cirúrgico e à falha de cicatrização.Destaques deste episódio:

    • A Falácia da Suspensão e o Risco de Aspiração: A prática de suspender o fármaco empíricamente por várias semanas provou-se ineficaz, visto que o estômago pode apresentar conteúdo residual aumentado mesmo após 30 dias de suspensão. Exploramos a estratificação de risco atualizada, que prioriza o uso do ultrassom gástrico (POCUS) e medidas protetoras assertivas, como a dieta líquida clara nas 24 horas que antecedem a cirurgia.
    • Estratégias de Via Aérea: Para pacientes classificados como de alto risco, sintomáticos, ou quando não há POCUS disponível, revisamos a obrigatoriedade de assumir o estômago cheio presumido. Abordamos as condutas de Indução em Sequência Rápida (ISR), intubação orotraqueal compulsória, uso de procinéticos venosos e a importância de evitar dispositivos supraglóticos.
    • Sarcopenia Iatrogênica e Risco Cirúrgico: Entenda a fisiopatologia por trás do fato de que 25% a 40% de todo o peso perdido em pacientes sem supervisão médica adequada pode ser originado de massa livre de gordura. A fragilidade pré-operatória é capaz de elevar a mortalidade em 30 dias até mesmo nos procedimentos cirúrgicos considerados de estresse muito baixo (OSS 1).
    • A Solução da Pré-Habilitação: O uso de medicações para perda de peso pode se transformar em um verdadeiro aliado na prevenção de deiscências, contanto que haja otimização multidisciplinar prévia. Explicamos o protocolo essencial de aporte proteico agressivo (1,2 a 1,6 g/kg/dia) aliado compulsoriamente a programas de treinamento resistido.
    • Desafios por Especialidade: Uma imersão no manejo das cirurgias cardíacas, cujo risco de vasoplegia é exacerbado pela desidratação crônica comum nesses pacientes, e nas cirurgias ortopédicas. Também detalhamos o temido "triplo hit nutricional", especialmente crítico para os pacientes bariátricos e pós-bariátricos que se submetem a cirurgias plásticas de contorno corporal.

Dominar as estratégias mitigadoras e as ferramentas de triagem desde o nível da recepção hospitalar deixou de ser um diferencial acadêmico e transformou-se em uma habilidade clínica inegociável.Conclusão: O uso de GLP-1/GIP demanda cautela, mas o conhecimento é a nossa melhor ferramenta. Considere seguir nosso podcast, avaliá-lo com 05 estrelas e nos seguir nas redes sociais para mais conteúdos de excelência em anestesiologia. Abs!

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