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Entre Olhares

Entre Olhares

By: Julia Rossetto / Luisa Hopker
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Summary
O podcast da Strabpedia - Nosso objetivo é criar uma comunidade global de troca de conhecimento teórico e prático. Através do uso de tecnologia e inovação, conectamos os oftalmologistas às últimas evidências científicas, de forma dinâmica e acessível.© 2026 Todos os direitos reservados - Strabpedia Hygiene & Healthy Living Physical Illness & Disease
Episodes
  • 17. Refração em crianças: como dilatar, retinoscopar e prescrever óculos
    3 Nov 2026

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com

    DESCRIÇÃO
    “O retinoscópio é o nosso estetoscópio.” A frase resume um dos argumentos centrais do episódio: mesmo quem não atende criança precisa saber refratar e prescrever óculos na infância, porque um dia vai ser o filho, o sobrinho ou o paciente que aparecer de surpresa e vai precisar deste exame. Entre todos os conteúdos do podcast, a refração em crianças é o assunto que mais desperta interesse de quem ouve e por um bom motivo: ela está presente em praticamente toda consulta oftalmológica pediátrica.

    Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker partem do começo: como dilatar. Seguem a diretriz brasileira de cicloplegia e midríase pediátrica, com a qual ambas colaboraram. Para menores de seis meses, anestésico seguido de duas gotas de tropicamida 1%. Acima dessa idade, anestésico, ciclopentolato e tropicamida. As gotas podem ser aplicadas em sequência com a mesma eficácia, sem esperar entre elas, o que organiza o fluxo do consultório e reduz o estresse da criança. Falam também das exceções (síndrome de Down e histórico de convulsão) e de quando adicionar fenilefrina 2,5% para ver a periferia da retina.


    Na parte prática, mostram como triar a refração antes mesmo de dilatar, usando o oftalmoscópio direto e a faixa do retinoscópio e como cada faixa etária pede uma estratégia diferente: lentes soltas ou régua nos bebês e nas crianças não verbais, lentes sobrepostas e gamificação entre três e sete anos e refrator de Greens nas maiores, deixando a refração subjetiva sob cicloplegia só para refinar o cilindro em crianças de oito a dez anos.

    Encerram com as regras básicas de prescrição (quanto descontar da hipermetropia, quando prescrever o grau total na esotropia, na miopia e no astigmatismo) e com um alerta que vale para qualquer consulta: passar óculos pode ser uma notícia ruim para a família e ler os pais é parte da prescrição.


    E ainda:

    • Como o reflexo do oftalmoscópio direto já antecipa hipermetropia, miopia e alta ametropia antes da dilatação
    • Por que toda criança precisa de um desconto de 1,50 dioptria na distância de trabalho e quando a hipermetropia alta pede descontos menores
    • O projeto Change e o módulo do curso de refração da Strabpedia, que reúne retinoscopia com animações, prescrição de óculos e tratamento da miopia

    REFERÊNCIAS CITADAS

    Curi I, Nakayama SA, Pereira ÉM, Hopker LM, Ejzenbaum F, Barcellos RB, et al. Brazilian guideline for pediatric cycloplegia and mydriasis. Arq Bras Oftalmol. 2023;86(4):388-396. https://aboonline.org.br/details/6318/en-US/brazilian-guideline-for-pediatric-cycloplegia-and-mydriasis

    Projeto Change, treinamento em atendimento oftalmológico pediátrico para oftalmologistas gerais, idealizado pela Dra. Erica Mota e disponível no site do CBO e pelo site da SBOP.

    DICAS DO EPISÓDIO

    🎭 Dobra Teatro, companhia de teatro do Rio de Janeiro. Indicação da Dra. Júlia: https://www.instagram.com/dobra_teatro

    🎥 Reel indicado pela Dra. Júlia: https://www.instagram.com/reel/DcB6eggxCwi/

    🎬 Filme Hamnet: A Vida Antes de Hamlet. Indicação da Dra. Luísa: https://share.google/oZWdnpUJGWLjmOqpq

    PARTICIPANTES
    Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis
    Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn


    CONTATO
    Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso strabpedia@gmail.com

    HASHTAGS
    #Refração #PrescriçãoDeÓculos #Retinoscopia #Oftalmopediatria #Oftalmologia #SaúdeOcular


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    37 min
  • 16. Reoperação com incisão em fórnice: casos reais, três músculos numa incisão só
    20 Oct 2026

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com


    DESCRIÇÃO
    "Você operou direitinho, tá tudo lindo, mas o paciente pode inflamar mesmo assim." A frase resume bem o espírito deste episódio: reoperação com incisão em fórnice não é sobre culpar o cirurgião anterior, é sobre técnica, paciência e reconhecer: "não critique o outro cirurgião, pois ele pode ter sido você."

    Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker trazem casos reais de reoperação para mostrar, na prática, por que fórnice funciona tão bem quando o paciente já foi operado antes.


    A Dra. Júlia detalha um caso de exotropia sensorial de 50 PD, em que conseguiu abordar três músculos (reto lateral, oblíquo superior e inferior) por uma única incisão em fórnice, fechando com apenas dois pontos. Ela também compartilha uma dica de pesquisa do seu doutorado: medir a distância da inserção ao limbo antes de desinserir o músculo, porque essa distância se altera depois que o músculo é solto, especialmente em casos de tensão importante.


    A Dra. Luisa detalha seu tipo de reoperação favorito: a exotropia consecutiva, quando um paciente com esotropia infantil operado na infância vira exotrópico na vida adulta e precisa de avanço do reto medial previamente recuado. Ela explica por que essa incisão evita justamente a região mais aderida (entre o limbo e a inserção original), reduzindo sangramento e hiperemia crônica, e detalha sua técnica de "limpeza" da conjuntiva ao final da cirurgia para deixá-la mais fina, mesmo perto da carúncula. As duas concordam que a suposta desvantagem da exposição menor em fórnice é compensada pelo sangramento reduzido e que essa limitação é, na maioria das vezes, uma questão de curva de aprendizado e não da técnica em si.

    Encerram com o bloco pessoal: a Dra. Júlia conta como não tinha facilidade nenhuma com crianças antes da oftalmopediatria e como o consultório a forçou a desenvolver um repertório de conexão que hoje usa também na vida pessoal, com o próprio filho.

    A Dra. Luisa fala sobre sua paixão por viajar desde muito cedo (ela viajava sozinha de avião aos 5 anos) e como os convites para dar aula em outros países uniram duas coisas que ama genuinamente: ensinar e conhecer culturas na perspectiva de quem mora ali, não de quem está de passagem.


    E ainda:

    • Porque a exotropia consecutiva com avanço de reto medial é a reoperação favorita da Dra. Luisa para quem quer começar a migrar para fórnice
    • A técnica de "limpeza" da conjuntiva no final da reoperação e por que isso deixa o tecido mais fino
    • Como ter paciência quando a anatomia da reoperação está confusa: passe o gancho, dissecte com calma e confie que o músculo está ali embaixo

    PARTICIPANTES
    Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis
    Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn


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    #IncisãoFórnice #Reoperação #CirurgiaDeEstrabismo #Estrabismo #Oftalmopediatria #Oftalmologia

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    20 min
  • 15. Incisão em fórnice: porque a gente só opera assim e quer que você opere também!
    6 Oct 2026

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com


    DESCRIÇÃO
    "Doutora, eu queria saber se por acaso você usa essa técnica chamada incisão em fórnice." O paciente chegou no consultório da Dra. Luisa já perguntando. Histórias como essa mostram que a técnica descrita por Marshall Parks em 1968 saiu dos centros de referência americanos e chegou ao conhecimento dos próprios pacientes. E não é por acaso: quem opera e quem é operado por fórnice dificilmente volta atrás.

    Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker explicam por que fizeram da incisão em fórnice a sua técnica padrão para praticamente todas as cirurgias de estrabismo, incluindo reoperações.


    A conversa começa pela história: o Dr. Parks, considerado o pai da oftalmopediatria, publicou a descrição original, treinou uma geração inteira de oftalmopediatras nos Estados Unidos e, por essa linhagem, a técnica chegou até elas via seus preceptores. A Dra. Luisa traz os dados de um survey com mais de mil membros da AAPOS mostrando que 58% preferem fórnice em cirurgias primárias e um estudo de 2015 confirmando menos olho seco, menos alteração de sensibilidade corneana e cicatrização mais rápida com fórnice versus limbar.


    Na parte prática, detalham os instrumentos que consideram imprescindíveis (as lockers de Moody, o gancho de Stevens, a lupa), discutem a curva de aprendizado para quem já opera limbar versus quem está aprendendo do zero. Explicam porque a reoperação é um dos casos em que mais gostam de usar fórnice, justamente porque a incisão não aborda a conjuntiva cicatrizada entre a inserção e o limbo.


    A Dra. Luisa ainda apresenta um estudo piloto randomizado de 2026 comparando cola de fibrina, nó exposto e nó sepultado no fechamento da incisão em fórnice, com dados de espessura conjuntival por OCT de segmento anterior.


    Encerram com o bloco de dicas: o podcast de ficção "França e o Labirinto", narrado por Selton Mello com áudio 3D binaural que simula a experiência de um investigador cego e o perfil "O Futuro das Coisas" no Instagram, sobre portfólio de vida e o futuro dos profissionais.


    E ainda:

    • Porque o pós-operatório de fórnice muda drasticamente a fotofobia e o conforto já no primeiro dia
    • Como o curso online de incisão em fórnice da Strabpedia já formou mais de 40 cirurgiões, incluindo profissionais experientes que migraram e passaram a ensinar outros
    • A importância de ter um auxiliar treinado e por que a qualidade do rebatimento conjuntival é passo dependente

    PARTICIPANTES
    Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis
    Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn

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    #IncisãoFórnice #CirurgiaDeEstrabismo #Estrabismo #Oftalmopediatria #Oftalmologia #SaúdeOcular

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    40 min
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