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Como Assim

Como Assim

By: Inês Rocha/ #ComoAssim / PÚBLICO
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#ComoAssim é um podcast do PÚBLICO sobre fenómenos da cultura pop e das redes sociais. A jornalista Inês Rocha desconstrói as nossas obsessões colectivas, para perceber o que está por trás daquilo de que “toda a gente fala”.

Um podcast sobre tendências digitais, comportamento online, viralidade, cultura da internet e o impacto das plataformas na forma como vivemos, pensamos e sentimos.

Publicado quinzenalmente às quartas-feiras.

Social Sciences
Episodes
  • Ouça a estreia de "Quem matou Rosalina?" A mulher ignorada 608
    29 Oct 2026

    Trinta e seis segundos num elevador, uma mulher a compor o cabelo ao espelho e uma noite de chuva em Saquarema, nos arredores do Rio de Janeiro, Brasil. Rosalina Ribeiro, secretária pessoal e companheira do milionário Lúcio Tomé Feteira, falecido em 2000, saiu para jantar a 150 metros de casa e nunca mais voltou.

    Levaram-lhe a pasta com os documentos e deixaram-lhe o relógio e os brincos, porque quem a matou não queria o que ela tinha, queria o que ela sabia.

    Durante dez dias, enquanto as amigas colavam cartazes a alertar para o seu desaparecimento pelas ruas do bairro de Flamengo, o seu corpo foi apenas uma etiqueta, com o número 608, numa morgue do Rio de Janeiro.

    Neste primeiro episódio do podcast Quem Matou Rosalina?, ouvimos Rosemary Gomes, a testemunha que ouviu os tiros, a fadista Maria Alcina, amiga de Rosalina, que sonhou com o pedido de socorro, e entrevistamos o jornalista Plínio Fraga, autor da reportagem Dostoiévski em Saquarema, que reconstitui o caso e nos apresenta Duarte Lima, o homem que se adiantou à polícia com o envio de um fax que ninguém lhe pediu.

    O lançamento deste podcast narrativo coincide com o início do julgamento de Duarte Lima, no tribunal de Sintra, a 5 de Novembro. O antigo deputado do PSD foi acusado pelo homicídio de Rosalina Ribeiro, no Brasil, a 7 de Dezembro de 2009.

    Quem Matou Rosalina? é uma produção da Coimbra Coolectiva em exclusivo para o PÚBLICO, com a colaboração do Globo. A narração é de José Martins e a banda sonora é dos Belle Chase Hotel.

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    31 min
  • A música está a ser invadida por IA. E se for uma boa notícia? — Como Assim
    11 Jun 2026

    Sete milhões de músicas por dia: é esta a estimativa da Billboard para o volume gerado por uma única ferramenta de inteligência artificial, a Suno, já no final do ano passado. Um ritmo de produção que equivale, a cada duas semanas, à totalidade do catálogo do Spotify.

    Ao mesmo tempo, na plataforma de streaming francesa Deezer, quase metade das músicas novas que entram todos os dias já é feita por IA. E, em alguns casos, até 85% das reproduções dessas faixas são feitas por bots.

    Nunca se produziu tanta música e nunca foi tão difícil perceber de onde vem.

    Num estudo recente, a Deezer convidou nove mil pessoas a distinguir músicas feitas por humanos de músicas geradas por inteligência artificial. O resultado: 97% não conseguiram distinguir.

    A diferença deixou de ser audível. A IA consegue, cada vez mais, fazer música que soe “bem”. O suficiente para passar despercebida, para encaixar numa playlist, para funcionar como fundo. E, às vezes, o suficiente para conseguir contratos milionários: a artista de IA Xania Monet, por exemplo, assinou recentemente um contrato de três milhões de dólares com a editora norte-americana Halwood Media.

    Toda a lógica do streaming parece favorecer este tipo de música: funcional, indistinta, fácil de produzir, fácil de consumir. Música que não exige atenção e que, por isso, também não precisa de autor.

    Se uma máquina consegue fazer isso de forma mais eficaz do que um humano, o que acontece a seguir?

    No último episódio desta temporada do “Como Assim?”, tentamos perceber exactamente isso: o que muda quando desaparece a fronteira entre o humano e a máquina. O que é que ainda procuramos quando ouvimos música? E que valor lhe damos?

    No meio desta inundação, a inteligência artificial pode, afinal, estar a fazer-nos um favor?

    Siga o podcast #ComoAssim e receba cada episódio quinzenalmente, à quarta-feira, no Spotify, na Apple Podcasts ou noutras aplicações para podcasts.

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    32 min
  • Tricô, croché, bordado: os "hobbies" de avós podem salvar-nos dos ecrãs? — Como Assim
    27 May 2026

    Num espaço de cowork em Lisboa, há um conjunto de mesas ocupadas por linhas, agulhas e pedaços de tecido com desenhos a preto e branco. À volta, um grupo de pessoas na casa dos 30 e 40 anos tenta aprender a bordar.

    Cada uma tem um kit já preparado: pano, agulha, linhas. E, ao lado, uma “avó” explica por onde começar, corrige pontos, sugere ideias, elogia progressos.

    O ritmo é lento. Há chá, há bolachas. E há conversa que rapidamente vai para lá do bordado.

    O cenário podia pertencer a outra época. Mas não.

    Este workshop é organizado pela The Manual Break, uma associação criada precisamente com essa ideia: abrir espaço, na rotina, para fazer coisas com as mãos — e, ao mesmo tempo, criar contexto para isso acontecer em grupo.

    A premissa é simples: parar um pouco, desligar de um dia-a-dia fragmentado, e dedicar tempo a uma actividade manual.

    Este não é um caso isolado. Nos últimos anos, em Portugal, têm-se multiplicado iniciativas deste género: workshops, encontros informais, cursos, eventos pontuais e até retiros dedicados a práticas como cerâmica, costura, bordado ou carpintaria. Em muitos casos, com listas de espera.

    Ao mesmo tempo, há sinais de que estas práticas estão a ganhar nova visibilidade.

    Plataformas como a Etsy têm registado um aumento na procura por produtos têxteis feitos à mão, com o croché e o tricô a surgir como tendências em crescimento, em particular entre públicos mais novos.

    Mas este fenómeno vai além da estética.

    Durante grande parte do século XX, estas eram actividades de necessidade: fazia-se roupa, reparavam-se peças, produziam-se objectos para uso quotidiano.

    Hoje, surgem em contextos muito diferentes — como forma de lazer, de descanso, de expressão criativa.

    Mas Como Assim?

    O que leva cada vez mais pessoas a procurar este tipo de actividades?

    Porque é que surgem agora e por que razão atraem tantas pessoas que cresceram longe destes saberes?

    E o que é que isto nos diz sobre a forma como estamos a ocupar — ou a tentar recuperar — o nosso tempo livre?

    Neste episódio, partimos de um destes workshops para tentar perceber o que está por trás deste regresso às coisas feitas com as mãos.

    E, no caminho, aprendemos a bordar. E a tricotar.

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    29 min
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