Pornotopia
Um ensaio sobre a arquitetura e a biopolítica da Playboy
Unable to add items
Add to basket failed.
Add to wishlist failed.
Failed to remove from Wish List.
Adding to library failed
Unable to follow podcast
Unable to unfollow podcast
Get 30 days of Standard free
Buy Now for €17.99
-
Narrated by:
-
Marun Reis
O que uma das revistas mais marcantes e polêmicas do século XX tem a nos revelar para além da nudez de mulheres famosas? Com seu pensamento insurgente, Preciado analisa a revista Playboy e faz uma radiografia da masculinidade moderna e da espetacularização da intimidade.
Em Pornotopia, Preciado discute como a revista Playboy, ao trazer colunas sobre moda, arquitetura e música no pós-guerra, contribuiu para a produção de uma masculinidade moderna, heterossexual e branca que desejava se ver livre das amarras do casamento, não queria ser herói e buscava se apropriar do ambiente doméstico a partir do consumo e do prazer.
Lançada em 1953, a revista tornou-se rapidamente o periódico de maior circulação nos EUA. Preciado revela como ela propagou um novo modo de vida para os homens representado pela alcunha de "playboy". Num momento em que o feminismo ganhava mais força, a Playboy fez um strip-tease da vida de adolescentes brancos de classe média "de todas as idades, escancarando as janelas para dimensões da sexualidade que se mantinham privadas.
Pornotopia é, então, o regime de uma performance em que a relação entre arquitetura, gênero e sexualidade é peça-chave para entender um mundo em que a intimidade se torna um produto rentável nas redes sociais e reality shows, nos quais homens "adolescentes de todas as idades" buscam manter a soberania masculina a partir de novas ficções multimídias de si mesmos.